Série: O acesso das redes sociais no trabalho

 

O acesso às redes sociais durante a jornada de trabalho tem sido uma prática comum em boa parte das empresas. Quer seja numa reunião de equipe ou mesmo durante as tarefas diárias, acessá-las já faz parte da rotina dos colaboradores. Longe de ser uma atividade positiva, a atitude tem efeitos negativos na eficiência e também no bem-estar dos profissionais.

 

Estudo realizado pelo professor de computação da Middle Tennessee State University, Stoney Brooks, comprova que acessar as redes sociais durante o horário de trabalho reduz a produtividade, inclusive dos colaboradores mais concentrados. A partir desse estudo, observa-se que ao investir pouco tempo que seja no acesso, seja pelo computador ou smartphone, o profissional tem mais dificuldades para retomar a tarefa, além de resultar em menos eficiência.

 

Além dos prejuízos causados à realização das tarefas, a prática pode ocasionar prejuízos à imagem do profissional, uma vez que, ao acessar constantemente as redes sociais, pode ser penalizado com advertências do gestor ou até mesmo com a demissão, em casos mais graves.

 

Por isso, o colaborador precisa estar atento à forma como se relaciona com a tecnologia, e utilizá-la a seu favor. Veja como é possível:

 

  • Use as redes sociais de forma mais consciente; mantenha-se no controle. Se notar que o hábito está exagerado, uma dica é desconectar e voltar a acessar quando concluir as tarefas.
  • Reserve um tempo para acessar as mídias sociais. Exemplo: pela manhã, antes de começar o expediente, ou no horário de almoço.
  • Silencie as notificações do computador, ou celular, dessa forma, você não se distrairá e manterá o foco nas atividades. 

Comportamento versus Personalidade nos processos seletivos

 

Muito utilizados em processos seletivos, os testes psicológicos são importante ferramenta para avaliar e também ajudar a revelar com maior clareza o perfil comportamental de um candidato. Isso porque muitos profissionais apresentam comportamento diferente do que é de fato a sua personalidade.

Em outras palavras, durante uma entrevista de emprego, a pessoa pode se revelar de uma maneira, mas ao participar do teste que avalia sua personalidade, apresentar-se de forma diferente do que é na realidade. Como revela Andréa Moraes Cruz, analista de Recursos Humanos da Santillana Brasil, responsável pelo recrutamento e seleção da companhia, os testes psicológicos são específicos para identificar esse  comportamento. “Quando percebemos que um candidato demonstrou um comportamento na entrevista diferente do que apontou em seu perfil, podemos levantar hipóteses. Assim, é fundamental a comparação entre os comportamentos avaliados numa entrevista e o que sugere seu perfil comportamental. Para isso, utilizamos outros tipos de ferramentas, como a observação, escuta analítica e entrevista por competência”, enfatiza.

Além de ser importante canal de avaliação no processo seletivo, a ferramenta possibilita que o gestor defina o perfil para determinada função, e desta forma, enriqueça a equipe com profissionais que estejam em sintonia com a sua realidade. Para que os resultados sejam positivos, entretanto, é importante que o profissional de RH e o gestor estejam alinhados na busca do profissional, como afirma Andréa: “Um processo seletivo assertivo se inicia com um bom alinhamento de perfil. O analista precisa ter claro o que o gestor espera do profissional que atuará com ele. Cabe ao gestor ser o responsável por avaliar critérios técnicos do cargo ocupado. Logo, é possível buscar profissionais de forma mais direcionada, de acordo com os critérios técnicos e as competências que esse profissional precisa ter”.

Qualquer que seja o meio utilizado durante o processo seletivo, é natural que o candidato fique apreensivo e, por vezes, não revele a sua verdadeira essência. Importante, nesse caso, é manter-se atento às seguintes dicas:

  • Por exigir maior concentração e disponibilidade , é importante  se preparar de forma adequada, para isso, é fundamental ter uma boa noite de sono e alimentar-se bem para garantir bom rendimento intelectual.
  • Procure chegar com antecedência ao local, para conhecer e se adaptar ao ambiente.
  • A sinceridade é o melhor caminho, por isso, seja honesto ao transmitir as suas informações.
  • É natural o nervosismo, mas procure pensar positivamente e não focar sua atenção no que vai acontecer. 

O bem-estar no ambiente profissional

 

Mais do que salários adequados para suas funções, boa parte dos colaboradores busca um ambiente corporativo que os desenvolva e os estimule em busca de desafios e, naturalmente, para a realização de suas atividades. Nesse sentido, a Teoria de Maslow revela-se importante ferramenta para que as empresas entendam como funciona a motivação humana.

 

De acordo com essa tese, o psicólogo americano Abraham Maslow afirma que o comportamento humano pode ser explicado conforme as necessidades e desejos do indivíduo. Isto é, seguindo uma pirâmide de prioridades, as pessoas buscam atender às suas necessidades fisiológicas, de segurança, sociais, autoestima e de autorrealização.

 

Trazendo a afirmação para o universo corporativo, quando o profissional não tem suas necessidades satisfeitas, o seu comportamento é afetado diretamente e de uma maneira negativa, deixando-o desmotivado e improdutivo. Desta forma, as empresas podem explorar essa visão para entender como posicionar seus funcionários de maneira que fiquem satisfeitos e, automaticamente, produzam melhor e cresçam na empresa.

 

Para isso, podem recorrer a algumas dicas que estimulem o bem-estar, gerando motivação e a realização de seus funcionários. Veja:

 

  • Além de investir em salários e benefícios compatíveis com as funções, as empresas podem oferecer novos desafios, que estimulem o crescimento do profissional, como também garanta a estabilidade e segurança no ambiente de trabalho.
  • Podem estimular para que o colaborador participe das conquistas da empresa, compartilhando resultados, metas e deixando-o inteirado sobre todos os acontecimentos.
  • Promover a prática de atividades internas, como campeonatos entre os departamentos, confraternizações e demais eventos que estimulem o relacionamento entre os colaboradores.
  • Os gestores podem oferecer suporte emocional ao colaborador. Isto é, deixar claros os objetivos da companhia e fornecer informações para que o funcionário execute o seu trabalho.

Você dá muitas desculpas?

 

No ambiente corporativo, é muito comum encontrar profissionais que justificam suas falhas. Seja por grandes volumes de trabalho, cansaço, problemas pessoais, o que se percebe são pessoas com dificuldades para assumir responsabilidades. A consequência, é que a atitude pode se tornar um hábito e, naturalmente, prejudicar a imagem do profissional, bem como a evolução da empresa.

 

Em outras palavras, muitos profissionais não assumem seus fracassos, e com medo de expor suas fragilidades, inventam desculpas para suas falhas. O hábito de dar desculpas tem prejudicado o desempenho das empresas, uma vez que provocam retrabalho, desgaste entre as pessoas e até reuniões mais longas ou improdutivas. Já do lado do profissional, dar desculpas constantemente pode ter impacto na entrega de melhores resultados.

 

Muitas vezes, dar desculpas pode ser uma característica que passa despercebida ou é mesmo uma atitude de defesa, para algumas situações como: colocar-se como vítima, não querer enxergar o que está errado, fingir que não há problemas, apontar culpados, reclamar e ficar esperando direcionamento.

 

Para mudar isso, o profissional pode ficar atento e seguir alguns passos em busca da sua mudança. Confira:

 

  • 1º passo: reconheça que o hábito de dar desculpas existe. Para isso, observe sua forma de falar, escrever ou se comportar;
  • 2º passo: no lugar de dar desculpas, ofereça soluções;
  • 3º passo: apresente um plano prático de como você resolverá o problema gerado;
  • 4º passo: descreva a forma como você evitará que o erro ocorra novamente no futuro.

Lideranças em favor dos colaboradores

 

Já dizia Abraham Lincoln: “A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns”. Nessa afirmação do ex-presidente americano, nota-se que liderar pessoas vai muito além de dar ordens, mas significa engajá-las, valorizando o empenho, para trazer resultados à empresa. Isso porque a figura do chefe sisudo, que apenas dá ordens e exige de seus funcionários eficiência, tornou-se ultrapassada.

 

As empresas evoluíram e notaram que esse modelo de gestão não se adequa mais à realidade do país, e agora exige profissionais que encarem a liderança como um processo de troca, horizontalizado. Hoje, para liderar uma equipe, o colaborador precisa ser comunicativo, responsável e também ganhar o respeito e a confiança da equipe. Aquele chefe frio, que não se envolvia com os funcionários e muitas vezes era temido devido à sua posição, aos poucos, dá lugar a líderes mais humanos e cientes do seu papel na formação dos profissionais.

 

Liderar uma equipe não é um processo fácil, porque inspirar pessoas, influenciando-as positivamente e direcioná-las para o desenvolvimento de suas tarefas, pede autoconhecimento e aperfeiçoamento. Para isso, os gestores podem contar com algumas ferramentas que o ajudam a evoluir, como o processo de coaching, que ensina a liderar e os torna aptos a conduzir as pessoas de uma maneira positiva, obtendo resultados satisfatórios.

 

Apesar da capacitação, não existe uma receita para se tornar um líder de sucesso, porque naturalmente cada profissional encontrará o seu caminho para conduzir e inspirar sua equipe. Fundamental, no entanto, é lançar um olhar para cada colaborador, valorizando as habilidades, respeitando suas dificuldades, e trabalhando com a pessoa para ajudar a superá-las.