Você compraria a marca da sua empresa?

 

Já é bastante sabido que a marca de uma empresa é extremamente importante para o sucesso do negócio que ela representa. Quanto maior a identificação do público com uma marca, maior a possibilidade dela conquistar a preferência do consumidor e, quem sabe, até mesmo a sua lealdade.

 

De um lado existe a identidade da organização que representa o seu DNA, o jeitão dela existir, se comportar e agir. É como se você conseguisse realizar uma ressonância magnética na empresa e o resultado que você enxergasse no exame mostrasse o que ela é por dentro.

 

Em paralelo existe a imagem, aquilo que as pessoas e o mercado em geral enxergam, percebem, imaginam e idealizam. Todos formamos uma imagem a respeito de tudo o que vemos: pessoas, produtos, serviços ou empresas. Mesmo que não façam nada, nós construímos em nossa mente uma imagem a respeito dos outros.

 

Quando falamos em marca, o mais importante é construir para ela uma imagem adequada para o desenvolvimento do seu negócio, algo que realmente agregue valor para o público e para seus produtos.

 

Perceba que se todos projetamos uma imagem sobre tudo, o segredo da marca está em construir a imagem que se deseja. Mas aí surge a pergunta: como fazer isso?

 

Antes de oferecer algumas sugestões, é indispensável entender que uma imagem só se solidifica quando ela está embasada em uma identidade coerente. Ou seja: não é possível construir a ideia de honestidade em uma empresa cuja identidade dos seus líderes seja a prática constante da desonestidade. Não se consegue convencer o mercado de que uma marca é moderna, quando internamente ela ainda trabalha com computadores ultrapassados, registra tudo em memorandos e sua frota de caminhões é da marca FNM (que já não existem há décadas).

 

Outro aspecto a ser considerado é que a construção de imagem de marca deve ser feita para todos os tipos de públicos prioritários da empresa, os chamados stakeholders: clientes, funcionários, consumidores, fornecedores, bancos, governo etc.

 

Neste momento vamos nos concentrar nos colaboradores, porque eles têm um papel fundamental na construção da imagem, especialmente por fazerem parte da identidade da empresa. A maneira como eles se relacionam com a organização reflete diretamente nas suas atitudes junto ao mercado e, portanto, interfere na percepção do cliente pelo lado bom ou ruim.

 

Entre seus muitos papéis, um funcionário pode ser também consumidor e disseminador da imagem da instituição que o emprega. Esse é o caso do Ricardo Seballos, funcionário da área editorial da Santillana, que afirma que algumas das obras da editora “influíram positivamente até mesmo na sua escolha de carreira”.

 

Como leitor, sua vida se transformou, mas ele vai além disso diariamente, quando se relaciona com os clientes da Santillana e com seus amigos, vibrando com as conquistas deles a partir das novidades didáticas e tecnológicas da editora onde trabalha.

 

Vale reforçar a pergunta: e você como funcionário, considera a marca da sua empresa atrativa? Responda honestamente para você mesmo.

 

Independente da sua resposta, saiba que você tem uma responsabilidade sobre a marca, tanto ativa, quanto reativa. Isto significa que, independente do seu cargo ou função, é possível contribuir para a construção de uma boa imagem para a sua empresa.

 

Seguem algumas indicações do que você deve fazer para ajudar a construir uma boa imagem de marca:

 

  • Comunicação – pratique uma boa comunicação em todos os momentos e com todas as pessoas. Seja assertivo ao fornecer suas sugestões e comentários
  • Relacionamento – desenvolva interações verdadeiras e não simplesmente contatos por obrigação ou necessidade. Para isso, dê atenção ao que os outros têm a dizer mantendo sua audição ativa
  • Proatividade – ofereça-se para fazer o que é necessário, inclusive para conseguir soluções dos problemas que estão diante de você, quer sejam de colegas de trabalho, gestores ou clientes
  • Credibilidade – conquiste a confiança das pessoas cumprindo suas promessas e assumindo suas responsabilidades perante todos
  • Otimismo – pratique o bom humor e procure disseminar os melhores ângulos da vida cotidiana da empresa. Todos temos problemas, assim como as organizações, mas evidencie os aspectos favoráveis em lugar de dar muita importância a pequenos equívocos
  • Reconhecimento – reconheça o esforço dos outros para que eles sintam-se valorizados por você e pela marca que você representa. Todos nós trabalhamos melhor quando nos sentimos importantes pelo que fazemos

Que tal empreender no seu trabalho?

 

É bastante comum, hoje em dia, ouvir falar de empreendedorismo, de startups e da criação de novos negócios. Especialmente neste momento em que o país precisa gerar mais empregos para acomodar o contingente de profissionais que está à procura de uma oportunidade.

 

Neste cenário, ter um negócio próprio é uma boa opção, desde que se leve em consideração o tipo de empresa que se pretende criar, os produtos ou serviços que ela vai oferecer, o tamanho do mercado consumidor para eles, o capital disponível e a capacidade do empreendedor para gerir uma iniciativa pessoal.

 

Mas porque não se tornar um empreendedor corporativo na empresa onde você trabalha atualmente? Já pensou nisso? Caso seja uma novidade para você, comece a pensar seriamente no caso porque essa iniciativa é boa para a empresa e ótima para a sua carreira.

 

Um bom profissional, que se destaca no mercado, é aquele que faz mais do que as tarefas para as quais foi contratado. É alguém que vai além e contribui com sugestões para a melhoria dos processos, para o desenvolvimento de novos produtos e para a expansão da abrangência dos serviços oferecidos aos clientes.

 

O mundo está em permanente mudança e você, como profissional que busca uma diferenciação no mercado, precisa participar dela a todo instante, gerando ideias que possam aperfeiçoar o que já existe ou criar algo novo.

 

O consultor Gifford Pinchot III desenvolveu 10 mandamentos para que um colaborador possa se transformar em um intraempreendedor, ou seja, um empreendedor dentro da empresa onde trabalha. Entre eles, dois estão ao alcance de qualquer um no dia a dia:

 

  • Procure aliados, porque ninguém produz nada sozinho. E reconheça as pessoas que te ajudarem
  • É mais fácil pedir perdão do que permissão. Ou seja, ouse, arrisque fazer diferente em lugar de apenas cumprir ordens.

 

A gerente de inovação da Santillana Brasil, Isabel Farah Schwartzman, responsável por desenvolver novos projetos com diferentes áreas da empresa, dá algumas ideias para quem quer se diferenciar empreendendo dentro da organização em que trabalha:

  • Esteja atento às novidades na sua área de atuação. Com a internet não há desculpas para um profissional não se atualizar constantemente. Você pode buscar sites, seguir pessoas de referência nas redes sociais e até fazer cursos gratuitos online.
     
  • Observe e reflita sobre suas atividades rotineiras, em lugar de desempenhá-las de maneira automática. Busque oportunidades de melhorias, seja na eficiência dos processos ou na qualidade da sua entrega.
  • Tenha uma boa relação com seus colegas, especialmente as pessoas que são afetadas pelo seu trabalho, mesmo que sejam de outros departamentos. Solicite a opinião destas pessoas sobre o que poderia melhorar.
     
  • Tome a iniciativa de propor novas ideias para seus colegas e superiores, buscando sempre justificá-las com os benefícios que trará para a empresa.
     
  • Arregasse as mangas para fazer acontecer a inovação quando ela for aprovada.

“Cada vez mais as empresas valorizam funcionários com atitude empreendedora que propõem novas soluções e trabalham para implementá-las, melhorando os resultados da organização.” Resume Isabel.

Mudanças de carreira: como fazer?

Mudanca de rumo

 

É fácil entender porque o trabalho ocupa um lugar tão destacado na vida de cada um de nós: passamos a maior parte do tempo dedicados a ele, além de dependermos do salário para custear os nossos desejos e a nossa sobrevivência.

 

Por isso a carreira é um pedaço da vida que precisa ser cuidado com especial atenção, porque não é uma escolha passageira. Ao contrário, trata-se de um processo duradouro, independente da área de atuação do profissional.

 

Idealmente você escolhe uma profissão, traça algumas metas para o desenvolvimento da sua carreira e espera que tudo aconteça exatamente como previsto. “Só que não!”. Nem sempre as coisas saem como foram planejadas.

 

Muitas vezes troca-se de função, de cargo ou de empresa pensando nos benefícios desta mudança, mas a realidade vem mostrar que a decisão não foi a mais acertada. Isso pode ocorrer por uma série de fatores: falta de conhecimento técnico suficiente para enfrentar os novos desafios, inadaptação à equipe de trabalho ou ao estilo do líder, incompatibilidade com a cultura da organização ou com o segmento de atuação, entre outros.

 

Algo que ajuda muito na hora de decidir por qualquer mudança de rumo na sua carreira é ponderar todos os benefícios e sacrifícios antes de mudar. Para isso, elabore uma tabela colocando do lado esquerdo todos os critérios que para você são valiosos em um trabalho, exceto o salário. Por exemplo: horário flexível, possibilidade de crescimento, proximidade de casa, treinamentos, benefícios etc.

 

Ao lado de cada um desses critérios coloque duas colunas: uma para a posição profissional que está e outra referente à futura situação. Em seguida, atribua uma nota para elas (de zero a 10) e compare. Desta forma será possível enxergar mais claramente as diferenças de valor para você e decidir de forma objetiva se fica como está ou se aposta em uma mudança na sua carreira.

 

Apesar desse processo ajudar muito na tomada de decisão mais consciente, jamais ele será infalível. Você pode fazer uma escolha que na prática, ao longo de algum tempo, vai se mostrar inadequada. O que fazer? Mude de novo!

 

Lembre-se que errar é humano e faz parte do aprendizado. O importante é você olhar para dentro e desenvolver seu autoconhecimento para responder com honestidade para você: o que te faz feliz?

 

Partindo dessa resposta, tome todas as decisões com base na sua convicção e jamais no medo. Ou seja: tenha certeza de que quer mudar e de que tem disposição para se “arriscar” a ser feliz. Com essa força dentro de você, mesmo que a decisão se mostre equivocada, você terá forças internas para superar a situação e reencontrar o melhor rumo para a sua carreira.

 

Quando as suas decisões são baseadas no medo, por exemplo de perder o emprego, de ficar sem dinheiro ou do seu chefe não gostar, voltar atrás fica muito mais difícil porque você não poderá contar com a sua força interior.

 

Por isso, tenha sempre uma atitude de honestidade e sinceridade de propósitos com você e com os outros. Agindo dessa forma você abre portas que permanecem abertas caso necessite voltar. Muitos profissionais aceitam promoções ou ofertas de emprego em outras empresas, se arrependem e voltam à sua situação anterior, porque abrem o jogo e expõem seus motivos e dificuldades com transparência.

Introvertido: mostre o seu poder!

Introvertidos

 

Ao imaginar uma pessoa introvertida, de imediato, vem a ideia de alguém tímido, quieto ou, ainda, com dificuldade na interação social. Mas esse pensamento nem sempre corresponde à realidade, pois, de acordo com o fundador da Psicologia Analítica, Carl Gustav Jung, o ambiente pode influenciar na construção da personalidade. Ele ainda afirma que é incorreto afirmar que determinada pessoa é 100% introvertida, ou extrovertida, isso porque o ser humano carrega esses dois traços na personalidade e, naturalmente, pode expressar um lado mais do que o outro.

 

Em outras palavras, os introvertidos e extrovertidos diferem, principalmente, na maneira como reagem às influências do ambiente onde estão. Para os introvertidos, não é somente a calma, mas  ter mais controle do que acontece com suas emoções, sem precisar do reconhecimento de todos. Ser introvertido está ligado ao mundo do pensamento, de pensar antes de agir ou falar, ou seja, vale muito mais o que sente diante das situações do que a situação em si.

 

Entre suas principais características, destacam-se:

 

  • São pensadores: as pessoas com essa habilidade têm mais capacidade de tomar decisões mais assertivas.
  • São observadores: muitas vezes prestam atenção em elementos, nas conversas, ou no ambiente, que podem passar despercebidos para outras pessoas.
  • São bons ouvintes: costumam ser pessoas atentas às necessidades alheias, pois conseguem facilmente se colocar no lugar do outro (empatia).

 

Desta forma, observar essas características favorece não somente o próprio profissional no processo de autoconhecimento, como também as pessoas do seu convívio. Isto é, um gestor que conhece as virtudes de um profissional introvertido pode investir em suas potencialidades e obter ótimos ganhos.

 

Mas, para a sorte dos introvertidos, o mundo está mudando e aquele modelo que afirmava que só os extrovertidos eram o ideal de sucesso, está caindo e muitas empresas estão percebendo como cada perfil tem suas qualidades e como essa diversidade é produtiva e vantajosa. E devido a essa quebra de paradigma, é chegado o momento do profissional com essas características mostrar o seu valor, revelando e reforçando  quanto podem ser benéficas para diferentes negócios. 

Vantagens da graduação depois dos 30 anos

 

Nem tudo na vida é imutável, da mesma forma que a construção da carreira, muitas vezes, exige novos rumos. A razão para isso pode ser a alta competitividade no mercado de trabalho, que, a todo o momento, busca profissionais interessados em constante aprimoramento e aprendizado.

 

Exemplo são as pessoas que ingressam numa graduação após os 30 anos, como é o caso da Ana Lucia de Oliveira, analista financeiro da Avalia Qualidade Educacional, empresa da Santillana Brasil. Assim como outros profissionais, que investem num curso mais tardiamente devido a diversas situações, como dificuldades financeiras ou outro tipo de limitação e impedimento, a profissional nutre o desejo de evoluir, apesar da idade.

 

Para Ana Lucia, a decisão de investir numa graduação surgiu por causa de uma promoção recebida dentro da sua área na empresa. “Essa oportunidade, que surgiu na companhia reforçou o desejo e a necessidade de uma graduação que me igualaria, no mercado de trabalho, me oferecendo, assim, a chance de acrescentar mais conhecimento sobre minha área de atuação”, enfatiza.

 

Nesse exemplo, é possível notar que empresas como a Santillana Brasil, que investem na vivência e experiência desses profissionais, saem na frente, uma vez que terão colaboradores mais engajados e confiantes de suas escolhas, como revela a analista financeiro: “Iniciar uma graduação mais madura, dá a certeza daquilo que se quer como profissional, não havendo, após a sua conclusão, migração para outras áreas de atuação”.

 

Estudar tardiamente tem muitas vantagens, como consolidar, por meio do conhecimento teórico, tudo o que se aprendeu na prática. Além disso, são qualidades procuradas pelos gestores, no mercado de trabalho, a força de vontade e o desejo do aprimoramento pessoal. Pessoas que não buscam construir e evoluir os seus conhecimentos, podem ser facilmente descartadas; em contrapartida, profissionais que investem na graduação, apesar da idade, demonstram forte vontade de crescer e buscar sempre o melhor.

 

Da mesma forma, iniciar uma graduação implica alguns desafios, como nova rotina, novos compromissos acadêmicos, lidar com colegas mais jovens, mas, para Ana Lucia, a oportunidade serviu como troca de experiências: “A graduação acrescentou muito, na minha vida, pois, nas dificuldades que encontrei, recebi muito apoio não só pelo fato de ser mais velha, mas pela troca de experiências, tanto de vida quanto intelectual”, encerra entusiasmada.