Você viaja ou caminha para o trabalho?

 

Quanto tempo você precisa para sair da sua casa e chegar ao seu trabalho todos os dias? Morando em um grande centro urbano, se você respondeu de 30 a 40 minutos pode se considerar um profissional de muita sorte, porque esta não é a realidade da maioria das pessoas.

 

Na cidade de São Paulo, por exemplo, é bastante comum que trabalhadores gastem, em média, duas horas no trajeto que separa seu lar do emprego. Pensando nesta proporção para ir e voltar, estes funcionários passam 44 dias do ano dentro de algum tipo de transporte.

 

Caso esta seja a sua realidade e se fosse possível reduzir este percurso à metade, você ganharia 22 dias por ano para fazer qualquer coisa que você quisesse. Já pensou nisto? Ter mais tempo para a família, para o esporte, para os programas artísticos e até mesmo para trabalhar fazendo o que você precisa mas o relógio não deixa.

 

Uma pesquisa desenvolvida pela empresa Emprego Ligado mostra que o segundo motivo que mais leva os profissionais a se desligarem de suas empresas é a distância da casa para o trabalho, correspondendo a 36,7% dos casos.

 

É fácil entender porque: não se trata apenas de ficar muito tempo em um carro, ônibus ou metrô. Tudo começa por dormir pouco para acordar muito mais cedo, ficar distante da escola dos filhos, enfrentar situações bem piores quando chove e gastar a maior parte da sua energia em um processo que não se mostra produtivo, nem para a vida pessoal, nem para a necessidade profissional.

 

Em um episódio da série de TV americana “Two and a half man”, o personagem principal Charlie Harper, indignado com o trânsito completamente parado, sugere que os trabalhadores deste lado da avenida troquem de emprego com os do outro lado, para que não precisem mais ficar no trânsito para trabalhar.

 

Seria ótimo fazer isso, acontece que não é tão fácil resolver esta questão. Depende de um esforço coletivo entre o poder público, as empresas e os profissionais.

 

Várias empresas têm dado preferência por contratar candidatos que residam nas proximidades do emprego, tanto quanto profissionais tentam encontrar oportunidades próximas à sua casa. De qualquer forma, isso nem sempre é uma escolha que está ao alcance de todos. Muitas vezes a necessidade fala mais alto e não é possível optar pelo ideal.

 

Por isso, seguem algumas sugestões para minimizar os efeitos de um longo percurso entre o seu trabalho e a sua casa:

 

  • Carona solidária – reduz os custos do transporte e estimula relacionamentos que podem trazer muitos ensinamentos e dão a sensação de que o tempo passou mais rápido.
  • Aproveite o tempo – leia ou use seu fone de ouvido e estude, aprenda uma nova língua, treine a apresentação que você terá que fazer logo mais na empresa.
  • Concentre atividades – escolha uma região e concentre o que tiver que fazer neste local para facilitar seus deslocamentos. Exemplo: perto do trabalho matricule os filhos, faça academia e agende médicos.
  • Faça novas amizades – aproveite o tempo para conhecer pessoas e trocar ideias durante o percurso. Sempre algo novo poderá surgir e você vai sentir que o seu tempo foi melhor aproveitado em um relacionamento humano.
  • Mande mensagens – lembre-se dos amigos, parentes distantes e clientes com quem você não fala faz tempo e mande um recado. Será bom para vocês dois.

A exigência eleva os padrões

Ser exigido pelo seu gestor a fazer algo além da normalidade às vezes pode ser desagradável, especialmente quando a forma como isso é feito não é a mais adequada.

 

Alguns gestores têm dificuldade para exercer o que faz parte das suas obrigações, que é cobrar melhores resultados dos profissionais que estão sob sua responsabilidade.

 

Por falta de jeito, em lugar de exigir mais motivando os colaboradores e darem o melhor que podem, “chefes” ordenam que o trabalho seja feito por obrigação e sem estímulos.

 

De outro lado, nem sempre os funcionários estão preparados para receberem cobranças como parte natural do processo evolutivo do trabalho.

 

Existem muitos que se sentem mal diante das exigências feitas pelo gestor e não conseguem enxergá-las como um claro sinal de confiança, uma vez que só se exige de quem se sabe ser capaz de produzir muito mais.

 

Toda cobrança dentro do ambiente empresarial é uma moeda com duas faces: a do gestor e a do funcionário. Quando esses dois lados entram em sintonia e assumem os seus papéis no processo de enriquecimento da atividade profissional e da produtividade, ambos têm a ganhar.

 

Veja algumas recomendações que podem ajudar muito se forem colocadas em prática, independente da função que você exerce:

 

Para Gestores

  1. Exija apenas o que o funcionário está preparado para entregar.
  2. Deixe claro o que espera que ele faça e como quer que seja feito (quantidade, prazo etc.).
  3. Trate a exigência como uma questão profissional e não pessoal.
  4. Demonstre que confia no potencial do outro para estimular que ele faça.
  5. Sempre reconheça o esforço que foi feito para garantir melhoria constante.

 

Para Funcionários

  1. Enxergue seu gestor como um mentor que pode lhe ensinar muito.
  2. Entenda a cobrança como um compromisso para o futuro, não uma avaliação negativa do passado.
  3. Separe o criador, que é você, da criatura que é o seu trabalho: as exigências são feitas ao que você pode criar, não representam uma crítica pessoal.
  4. Acredite em você, tanto quanto seu gestor está acreditando.
  5. Aprenda a fazer diferente e sempre mais para se tornar um profissional cada vez melhor.

5 dicas para aumentar sua produtividade

 

Você provavelmente já deve ter visto um espetáculo de circo ou show onde o malabarista equilibra uma infinidade de pratos em cima de umas varinhas instáveis. O artista fica correndo de um lado para outro do palco, tentando evitar que os pratos caiam.

 

E não é que ele consegue! Durante o espetáculo as varinhas são administradas e se mantêm em perfeito equilíbrio.

 

Nas empresas acontece algo semelhante: cada vez mais o mercado exige profissionais que saibam realizar várias tarefas simultâneas, produzindo resultados positivos em todas elas. Quem souber equilibrar os pratos certos vai se destacar em sua profissão e acelerar o desenvolvimento da sua carreira.

 

Para dar conta de cumprir todas as exigências de um dia de trabalho multitarefas, uma boa recomendação é planejar a ocupação do seu tempo para descobrir maneiras de fazer melhor e mais rápido o que precisa ser feito.

 

O sociólogo italiano Domenico De Masi definiu como “ócio produtivo” estes breves momentos não mergulhados no trabalho: um espaço livre na mente para poder pensar organizadamente nos próximos passos que irão “proporcionar mais alegria e ousadia ao próprio trabalho”.

 

Fazer muito nem sempre é sinal de fazer bem, muito menos sinônimo de fazer o que é melhor para a organização. Um assentador de tijolos eficiente é capaz de erguer 10 paredes em um dia, mas se todas estiverem tortas ele não terá sido eficaz e a casa cairá em breve, apesar dele ter trabalhado muito.

 

Veja o que você pode fazer para estruturar melhor suas atividades no trabalho e aumentar a sua produtividade, tornando-se um profissional cada vez mais desejado no mercado:

 

  1. Planejar – No início do dia, relacione o que é preciso fazer. Depois classifique entre o que é urgente e o que é importante. Comece fazendo o que você classificou simultaneamente como importante e urgente.
  2. Benchmark – Busque informações e conhecimentos com outros profissionais que tenham experiências diferentes das suas. Você pode aprender muito, especialmente uma forma mais produtiva de fazer as coisas.
  3. Delegar – Distribua tarefas para a sua equipe. Para isso, primeiro analise a capacidade da pessoa realizar o que você quer; depois ensine a fazer; acompanhe as primeiras vezes; dê feedback; por fim vá cuidar das suas responsabilidades diretas.
  4. Solicitar ajuda – Divida o que é necessário fazer entre você e outros profissionais. Quando cada um faz um pedaço, o todo fica pronto mais rápido. E você continua responsável pelo processo.
  5. Focar sempre em produtividade – Existem maneiras eficazes de se tornar cada vez mais produtivo em suas atividades profissionais. Uma delas está na utilização do Método Pomodoro, desenvolvido por Francesco Cirillo. Aprenda como ele funciona e otimize sua forma de trabalhar na empresa lendo o artigo http://bit.ly/2oGIBNx

Você compraria a marca da sua empresa?

 

Já é bastante sabido que a marca de uma empresa é extremamente importante para o sucesso do negócio que ela representa. Quanto maior a identificação do público com uma marca, maior a possibilidade dela conquistar a preferência do consumidor e, quem sabe, até mesmo a sua lealdade.

 

De um lado existe a identidade da organização que representa o seu DNA, o jeitão dela existir, se comportar e agir. É como se você conseguisse realizar uma ressonância magnética na empresa e o resultado que você enxergasse no exame mostrasse o que ela é por dentro.

 

Em paralelo existe a imagem, aquilo que as pessoas e o mercado em geral enxergam, percebem, imaginam e idealizam. Todos formamos uma imagem a respeito de tudo o que vemos: pessoas, produtos, serviços ou empresas. Mesmo que não façam nada, nós construímos em nossa mente uma imagem a respeito dos outros.

 

Quando falamos em marca, o mais importante é construir para ela uma imagem adequada para o desenvolvimento do seu negócio, algo que realmente agregue valor para o público e para seus produtos.

 

Perceba que se todos projetamos uma imagem sobre tudo, o segredo da marca está em construir a imagem que se deseja. Mas aí surge a pergunta: como fazer isso?

 

Antes de oferecer algumas sugestões, é indispensável entender que uma imagem só se solidifica quando ela está embasada em uma identidade coerente. Ou seja: não é possível construir a ideia de honestidade em uma empresa cuja identidade dos seus líderes seja a prática constante da desonestidade. Não se consegue convencer o mercado de que uma marca é moderna, quando internamente ela ainda trabalha com computadores ultrapassados, registra tudo em memorandos e sua frota de caminhões é da marca FNM (que já não existem há décadas).

 

Outro aspecto a ser considerado é que a construção de imagem de marca deve ser feita para todos os tipos de públicos prioritários da empresa, os chamados stakeholders: clientes, funcionários, consumidores, fornecedores, bancos, governo etc.

 

Neste momento vamos nos concentrar nos colaboradores, porque eles têm um papel fundamental na construção da imagem, especialmente por fazerem parte da identidade da empresa. A maneira como eles se relacionam com a organização reflete diretamente nas suas atitudes junto ao mercado e, portanto, interfere na percepção do cliente pelo lado bom ou ruim.

 

Entre seus muitos papéis, um funcionário pode ser também consumidor e disseminador da imagem da instituição que o emprega. Esse é o caso do Ricardo Seballos, funcionário da área editorial da Santillana, que afirma que algumas das obras da editora “influíram positivamente até mesmo na sua escolha de carreira”.

 

Como leitor, sua vida se transformou, mas ele vai além disso diariamente, quando se relaciona com os clientes da Santillana e com seus amigos, vibrando com as conquistas deles a partir das novidades didáticas e tecnológicas da editora onde trabalha.

 

Vale reforçar a pergunta: e você como funcionário, considera a marca da sua empresa atrativa? Responda honestamente para você mesmo.

 

Independente da sua resposta, saiba que você tem uma responsabilidade sobre a marca, tanto ativa, quanto reativa. Isto significa que, independente do seu cargo ou função, é possível contribuir para a construção de uma boa imagem para a sua empresa.

 

Seguem algumas indicações do que você deve fazer para ajudar a construir uma boa imagem de marca:

 

  • Comunicação – pratique uma boa comunicação em todos os momentos e com todas as pessoas. Seja assertivo ao fornecer suas sugestões e comentários
  • Relacionamento – desenvolva interações verdadeiras e não simplesmente contatos por obrigação ou necessidade. Para isso, dê atenção ao que os outros têm a dizer mantendo sua audição ativa
  • Proatividade – ofereça-se para fazer o que é necessário, inclusive para conseguir soluções dos problemas que estão diante de você, quer sejam de colegas de trabalho, gestores ou clientes
  • Credibilidade – conquiste a confiança das pessoas cumprindo suas promessas e assumindo suas responsabilidades perante todos
  • Otimismo – pratique o bom humor e procure disseminar os melhores ângulos da vida cotidiana da empresa. Todos temos problemas, assim como as organizações, mas evidencie os aspectos favoráveis em lugar de dar muita importância a pequenos equívocos
  • Reconhecimento – reconheça o esforço dos outros para que eles sintam-se valorizados por você e pela marca que você representa. Todos nós trabalhamos melhor quando nos sentimos importantes pelo que fazemos

Que tal empreender no seu trabalho?

 

É bastante comum, hoje em dia, ouvir falar de empreendedorismo, de startups e da criação de novos negócios. Especialmente neste momento em que o país precisa gerar mais empregos para acomodar o contingente de profissionais que está à procura de uma oportunidade.

 

Neste cenário, ter um negócio próprio é uma boa opção, desde que se leve em consideração o tipo de empresa que se pretende criar, os produtos ou serviços que ela vai oferecer, o tamanho do mercado consumidor para eles, o capital disponível e a capacidade do empreendedor para gerir uma iniciativa pessoal.

 

Mas porque não se tornar um empreendedor corporativo na empresa onde você trabalha atualmente? Já pensou nisso? Caso seja uma novidade para você, comece a pensar seriamente no caso porque essa iniciativa é boa para a empresa e ótima para a sua carreira.

 

Um bom profissional, que se destaca no mercado, é aquele que faz mais do que as tarefas para as quais foi contratado. É alguém que vai além e contribui com sugestões para a melhoria dos processos, para o desenvolvimento de novos produtos e para a expansão da abrangência dos serviços oferecidos aos clientes.

 

O mundo está em permanente mudança e você, como profissional que busca uma diferenciação no mercado, precisa participar dela a todo instante, gerando ideias que possam aperfeiçoar o que já existe ou criar algo novo.

 

O consultor Gifford Pinchot III desenvolveu 10 mandamentos para que um colaborador possa se transformar em um intraempreendedor, ou seja, um empreendedor dentro da empresa onde trabalha. Entre eles, dois estão ao alcance de qualquer um no dia a dia:

 

  • Procure aliados, porque ninguém produz nada sozinho. E reconheça as pessoas que te ajudarem
  • É mais fácil pedir perdão do que permissão. Ou seja, ouse, arrisque fazer diferente em lugar de apenas cumprir ordens.

 

A gerente de inovação da Santillana Brasil, Isabel Farah Schwartzman, responsável por desenvolver novos projetos com diferentes áreas da empresa, dá algumas ideias para quem quer se diferenciar empreendendo dentro da organização em que trabalha:

  • Esteja atento às novidades na sua área de atuação. Com a internet não há desculpas para um profissional não se atualizar constantemente. Você pode buscar sites, seguir pessoas de referência nas redes sociais e até fazer cursos gratuitos online.
     
  • Observe e reflita sobre suas atividades rotineiras, em lugar de desempenhá-las de maneira automática. Busque oportunidades de melhorias, seja na eficiência dos processos ou na qualidade da sua entrega.
  • Tenha uma boa relação com seus colegas, especialmente as pessoas que são afetadas pelo seu trabalho, mesmo que sejam de outros departamentos. Solicite a opinião destas pessoas sobre o que poderia melhorar.
     
  • Tome a iniciativa de propor novas ideias para seus colegas e superiores, buscando sempre justificá-las com os benefícios que trará para a empresa.
     
  • Arregasse as mangas para fazer acontecer a inovação quando ela for aprovada.

“Cada vez mais as empresas valorizam funcionários com atitude empreendedora que propõem novas soluções e trabalham para implementá-las, melhorando os resultados da organização.” Resume Isabel.