Aprenda a transformar fornecedores em parceiros

 

O momento econômico incerto do país exige atenção redobrada para equilibrar os negócios, minimizando gastos e maximizando lucros.

 

Quando a economia está aquecida, essa visão tende a se tornar menos apurada, afinal de contas as vendas acontecem e o caixa da empresa fecha no azul com pouco esforço.

 

Mas na situação oposta, quando a economia esfria e as vendas se tornam mais raras, cuidar atentamente do equilíbrio entre receitas e despesas deixa de ser uma estratégia e passa a ser uma questão de sobrevivência dos negócios.

 

Mais do que nunca, nessas horas é preciso arrumar a casa e contar com os parceiros mais próximos para encontrar alternativas que, em conjunto, permitam superar com maior facilidade os desafios do momento.

 

Um dos caminhos mais aconselháveis para serem trilhados é o do estreitamento da parceria com os atuais fornecedores, porque já conhecem o seu negócio e podem proporcionar benefícios palpáveis a curto prazo.

 

Mas para conseguir isso, sua empresa deve assumir alguns compromissos e posturas que facilitam um verdadeiro trabalho em equipe:

 

Planejamento – defina todos os processos com antecedência e lógica, para que os parceiros possam se programar para atender as suas necessidades com qualidade e eficácia.

 

Transparência – compartilhe as suas metas e objetivos para que os fornecedores possam pensar junto com você nas melhores maneiras de chegar até eles.

 

Parceria – pense em produzir benefícios mútuos, trabalhando de forma colaborativa para que todos saiam ganhando: sua empresa, seus fornecedores e os seus clientes.

 

Custos – direcione seu foco para os valores negociados porque eles têm alto impacto nos dois lados do negócio: para quem vende e para quem compra. Custos altos significam redução da lucratividade, dificuldades para honrar pagamentos, redução da quantidade de compras e elevação do preço final, que pode representar o encalhe do produto quando o negócio está focado na venda para o varejo.

 

Monitoramento – os dois lados precisam ficar responsáveis pelo acompanhamento dos indicadores de desempenho, buscando a todo custo o melhor desempenho para ambos, com maior rentabilidade para os envolvidos.

 

Alternativas – apesar de todo esse esforço para desenvolver um relacionamento eficaz com seus parceiros, do ponto de vista de negócios nunca é aconselhável ficar limitado a um único fornecedor que, por razões às vezes alheias à vontade dele, pode falhar no fornecimento e não cumprir com as condições indispensáveis para a sobrevivência do seu negócio.

 

Portanto, você sempre deverá desenvolver um plano B, ou melhor, um fornecedor B, C ou até mesmo D que ofereçam condições reais para se tornarem bons parceiros.

Contratei errado

 

O investimento em equipamentos e, principalmente, em tecnologia tem sido uma constante nas empresas. O mercado se moderniza, o consumidor fica mais exigente e as organizações sabem que não podem poupar esforços para acompanhar estas mudanças. Caso contrário, a obsolescência será um fantasma sempre presente, assombrando o futuro dos negócios.

 

Para fazer tudo isso funcionar adequadamente, com a maior produtividade possível, são necessárias pessoas ajustadas às suas funções e adaptados à cultura da companhia.

 

Mas o que fazer quando foi contratado um profissional que, por qualquer motivo, se mostra inadequado para o cargo e não consegue produzir o que se esperava dele?

 

Para qualquer problema ou crise, o melhor remédio é a prevenção. Neste caso, o ideal é investir em um bom processo seletivo para evitar surpresas posteriores.

 

Defina corretamente o melhor perfil para a característica da vaga, divulgue de forma muito assertiva, selecione os currículos dedicando tempo para uma análise criteriosa, elabore dinâmicas e testes que realmente mostrem quem é o candidato e o seu potencial, faça uma entrevista aprofundada e coloque o candidato e o gestor da área em contato prévio para identificar afinidades pessoais.

 

Lembre-se, também, de realizar avaliações técnicas, utilizar instrumentos para conhecer a personalidade, contatar as referências anteriores e, não menos importante, levantar os comportamentos e pensamentos que o candidato expressa nas redes sociais.

 

Muito bem, fiz tudo isso e, mesmo assim, contratei um profissional que agora se mostra inadequado para o cargo. O que fazer?

 

De acordo com Dayane Lima Almeida, analista da área de Recursos Humanos do Grupo Santillana Brasil, existem algumas possibilidades das quais se pode lançar mão para resolver esta questão, mas elas sempre dependerão da característica da empresa e do funcionário contratado:

 

  • Entender o exato motivo da inadequação, que pode ser do gestor ou do colaborador
  • Para deficiências técnicas, treinamentos podem solucionar, desde que o funcionário demonstre interesse em aprender e a área possa aguardar o seu desenvolvimento
  • Para questões comportamentais, algumas dinâmicas podem contribuir, mas novamente vai depender muito da pré-disposição da pessoa em se adaptar ao que se espera dela
  • Quando é observada uma incompatibilidade geral, uma alternativa pode ser o aproveitamento em outra área, mas esta opção é muito delicada e exige uma avaliação extremamente criteriosa, já que as expectativas do candidato estavam voltadas para outra função
  • Como último recurso deve ser feito o desligamento, que sempre causa algum tipo de trauma para a empresa e para o profissional. Perceba que conduzindo este processo de forma respeitosa e honesta, é um ato de generosidade com o candidato, que poderá seguir sua carreira em uma empresa que o faça feliz de verdade.

 

Como afirma Dayane Almeida, a experiência mostra que “contratamos pelo técnico e desligamos pelo comportamental. O técnico sempre se pode aprender, mas o comportamento é muito difícil mudar”.

Mulheres em ação no Dia das Mães

 

O dia das mães sempre estimula reflexões sobre a função da maternidade na família e o papel da mulher na sociedade e no trabalho.

 

Falar sobre a importância da mulher é uma abordagem que, ao mesmo tempo, discute o óbvio e estimula uma diferenciação de gêneros, uma vez que todos os seres humanos são importantes dentro das suas características pessoais.

 

Já está mais do que na hora de abandonarmos qualquer resquício de discriminação e não perdermos mais tempo discutindo a relevância inequívoca da mulher em todos os aspectos da vida.

 

Felizmente, este pensamento está presente em um número cada vez maior de organizações, embora ainda esteja longe de ser a maioria. A mulher tem sido mais valorizada por sua capacidade profissional, mas a realidade mostra que em muitas empresas a remuneração não segue uma isonomia entre os sexos. Os homens, na média, recebem salários mais altos para exercerem a mesma função que as mulheres.

 

A maioria da população brasileira é do sexo feminino, representando 51,4% do total. No entanto, de acordo com uma pesquisa realizada pelo IBR – International Business Report, apenas 11% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres.

 

Um dos pontos positivos dessa pesquisa é que ela mostra que esse percentual vem aumentando, o que significa que mais espaços profissionais têm sido abertos para as mulheres, em uma clara demonstração de que a diversidade, cada vez mais, vem se firmando como uma realidade nas empresas.

 

E porque isto é positivo? Porque a diversidade gera complementariedade, capaz de criar equipes de trabalho de alto desempenho, contando com as principais características de cada um dos gêneros: feminino e masculino.

 

As organizações têm muito a ganhar quando mantêm abertos os caminhos do desenvolvimento de carreira para as mulheres e as mães profissionais que, além da capacidade técnica, carregam em seu DNA a força transformadora da maternidade, mesmo que não tenham filhos.

 

Porque, como já disse uma das mais importantes estilistas do mundo, a belga Diane von Furstenberg: “Ainda não conheci uma mulher que não seja forte. Elas não existem”.

Aposentadoria já! Porque não?

 

De um modo geral, o brasileiro não está entre os povos que mais se preocupam em se preparar financeiramente para o futuro, pensando em sua aposentadoria.

 

No entanto, esta realidade tem se modificado gradualmente e hoje, mais do que no passado, vem aumentando o número de pessoas que se estrutura adequadamente para enfrentar uma nova fase em sua vida: a de aposentado.

 

O país vive às voltas com um novo modelo de previdência social que pretende obrigar o brasileiro a trabalhar e contribuir por mais tempo, para alcançar uma aposentadoria restrita a um patamar quase sempre insuficiente para manter o mesmo padrão de vida do profissional da ativa.

 

Há vários aspectos que precisam ser considerados quando o assunto é aposentadoria: como viver com uma renda mais baixa, o que fazer com todo o tempo livre que vai sobrar e qual o período ideal para deixar de trabalhar são apenas alguns deles.

 

Para muita gente, aposentar-se aos 65 anos de idade não é um projeto muito estimulante. Essas pessoas preferem desenvolver um plano para se aposentar precocemente e aproveitar o que a vida oferece enquanto os anos não pesam sobre as costas.

 

Por isso, seja qual for o seu caso, seguem algumas orientações que podem te ajudar a se aposentar mais cedo, a parar de trabalhar temporariamente e depois retomar sua profissão ou simplesmente complementar sua aposentadoria.

 

Comece por definir os sonhos que movem a sua felicidade. Pense o que você quer fazer para garantir uma vida com qualidade e mantenha o foco sobre eles.

 

Em seguida, coloque tudo isso dentro de um calendário de médio e longo prazo. Defina quanto tempo você pretende dedicar ao trabalho e a partir de quando deseja começar a fazer outras coisas sem o compromisso profissional diário.

 

Coloque no papel todas as suas despesas e classifique quais são indispensáveis e aquelas que podem ser cortadas ou reduzidas. Na sequência, confronte o resultado com as suas receitas. O segredo é você gastar sempre menos do que ganha e controlar essa relação com todas as suas forças.

 

Com o saldo positivo das contas, comece imediatamente a aplicar a sobra em investimentos seguros que possam complementar sua aposentadoria oficial. Pode ser um plano de previdência complementar ou outro tipo de investimento, esta é uma decisão sua, mas faça as contas para verificar o que vale mais a pena.

 

Deixe aberta a possibilidade de utilizar suas habilidades para complementar sua renda quando necessário, por exemplo oferecendo algumas aulas particulares, preparando comidas congeladas ou consertando coisas quebradas. Você pode fazer isso até mesmo enquanto viaja a lazer, por exemplo.

 

E lembre-se: se depois de se aposentar você não conseguir se acostumar com o ócio ou precisar de mais dinheiro para viver, sempre é possível retornar ao mercado de trabalho de maneira formal ou informal.

Trabalhar de onde?

 

Algumas empresas têm funcionado sob o regime total ou parcial de home office, onde seus funcionários trabalham em casa, comparecendo ao escritório apenas para participarem de algumas reuniões e atividades específicas.

 

Existem também muitos empreendedores e start ups que iniciam suas atividades trabalhando em espaços conhecidos como coworking, onde vários profissionais dividem o mesmo ambiente para reduzirem os custos fixos.

 

E, é lógico, uma infinidade de organizações continua operando no sistema tradicional de escritórios, onde cada colaborador possui a sua mesa e trabalha nela todos os dias em horários pré-determinados.

 

A partir de uma observação rápida e sem profundidade, pode parecer que trabalhar em casa é a situação mais positiva, não é mesmo? Mas apesar de muito tentadora, a resposta merece um cuidadoso “depende”.

 

Como tudo na vida, estas três opções de trabalho oferecem pontos positivos e negativos. Tudo depende do seu perfil e da sua forma de trabalhar.

 

Caso você tenha a possibilidade de escolher como quer desenvolver suas atividades profissionais ou iniciar o seu próprio negócio, leve em consideração estes fatores que podem te ajudar a antever os prós e os contras da sua decisão:

 

Home Office

  • Exige muita disciplina para cumprir um ritual diário de trabalho, mesmo sem sair de casa.
  • Requer grande concentração para não se distrair com as interferências do lar.
  • Facilita para quem precisa cuidar dos filhos e não pode se afastar de casa por muito tempo.
  • Reduz os custos de locomoção.
  • Aumenta o tempo disponível por não consumir horas no transporte. (leia o artigo: Você viaja ou caminha para o trabalho?)

 

Coworking

  • Requer um perfil sociável de quem gosta de compartilhar espaços com outras pessoas.
  • Exige concentração para realizar suas tarefas enquanto outros ao seu lado falam de assuntos totalmente diferentes.
  • Permite a escolha do local, que pode ser próximo à sua casa, economizando tempo e dinheiro entre os deslocamentos.
  • Favorece a troca de informações entre coworkers, especialmente se você não gosta de trabalhar sozinho.
  • Pode gerar novos negócios a partir do profissional de outra empresa que está a seu lado.
  • Não permite a customização do seu espaço nem a criação de vínculos mais profundos com colegas de trabalho.

 

Escritório

  • Pode ser transformado em um espaço com a “sua cara”.
  • Reveste-se de um clima que apresenta mais apelo profissional.
  • É cercado por colegas que trabalham com o mesmo segmento que você e “falam a sua língua”.
  • Fica mais fácil encontrar as pessoas em seus locais e horários costumeiros.
  • Nem sempre traz a comodidade de ficar próximo ao endereço residencial.