Você conhece o conceito Ikigai?

 

 

Um dos principais ensinamentos da filosofia oriental revela que, para se tornar uma pessoa melhor é preciso começar pelo conhecimento interior. Carl Jung, que é considerado o pai da psicologia analítica, afirma: “Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta”. Aliado ao pensamento de Jung, o Ikigai, um conceito japonês que pode ser traduzido por “razão de ser”, revela a importância de o profissional lançar um olhar crítico para si afim de identificar o que lhe traz satisfação e sentido à vida.

 

Em outras palavras, o Ikigai pode ser definido como o motivo que nos faz acordar todos os dias. Os orientais acreditam que todas as pessoas têm uma razão de ser e que só ao descobri-la podem viver a felicidade plena. Dessa forma, identificá-la não é tarefa simples e requer um exercício de reflexão e  autoconhecimento.

 

Encontrar o sentido na vida e no trabalho perpassa pela avaliação de algumas características que, interligadas, podem revelar a resposta desejada. Identificar aspectos importantes como qual é a missão de vida, paixões, vocação  profissão, é fundamental. Outro exercício de percepção é relacionar o que valoriza na vida com as atividades desenvolvidas, isto é, descobrir o que é realmente significativo e importante e promover uma ligação com as atividades do trabalho, e, assim, encontrar um vínculo que estimule o aumento do bem-estar.

 

A busca interior por essas respostas exige coragem, porque reconhecer fraquezas e querer superá-las pode trazer mudanças significativas. Para auxiliar, o coaching pode ser um excelente caminho para se conhecer e ir em busca do seu propósito na vida.

Santillana Brasil encerra a primeira etapa da Academia de Líderes

 

 

Atenta ao cenário atual do país e comprometida com a evolução de suas equipes, a Santillana Brasil, encerrou com sucesso a primeira fase do programa de líderes. A Academia de Líderes contou com a participação de 98 gestores, que, alinhados à companhia, desenvolveram competências gerenciais importantes para treinar e preparar  seu time de trabalho para a excelência.

 

O programa promovido pela empresa está voltado à necessidade do mercado, que a cada dia vem exigindo nova postura dos gestores. Com diversos encontros, os líderes foram estimulados para o seu desenvolvimento profissional e o autoconhecimento, como revela a gerente de Design e Produção Gráfica e Digital, Sandra Homma. “Nos dias de hoje, temos que ser mais efetivos em todos os momentos, principalmente na tomada de decisão e visão estratégica. É necessário manter os líderes bem preparados”, enfatiza. 

 

Líderes reunidos em atividade que envolve concentração e criatividade. 

 

No total, a Academia de Líderes da Santillana Brasil promoveu 5 módulos de treinamento, com diversos temas, que seguiam com o propósito comum de criar líderes mais preparados para lidar com diversos desafios, como as reduções de quadro, otimização de recursos por restrição orçamentária, planejamento, gestão de conflitos, entre outros assuntos.

 

Para Sandra, a oportunidade de participar dessa primeira fase foi fundamental para a sua evolução como líder. “É essencial ter a visão clara das habilidades de liderança em que temos eficiência e das habilidades que devemos aprimorar. Desta maneira, nos tornamos melhores.”

 

Em 2017, a Academia de Líderes segue com novos encontros e mantém a sua missão de capacitar os gestores para serem líderes de sucesso, estimulando uma cultura de alta performance e sólidos resultados.

Ruth Rocha e o amor pela escrita

 

Escrever é muito mais do que o ato de contar histórias. Antes, é a oportunidade de traduzir, em palavras, as emoções e os sentimentos, e desta forma transportar o leitor para um mundo de conhecimento. O autor Carlos Drummond de Andrade definiu e revelou o grande amor e a dedicação dos escritores para com suas obras. “Escritor: não somente uma certa maneira especial de ver as coisas, senão também uma impossibilidade de as ver de qualquer outra maneira.”

 

Como forma de homenagear os escritores do Brasil, no Dia do Escritor, comemorado em 25 de julho, a Santillana Brasil entrevistou a autora Ruth Rocha, que contou aspectos de sua trajetória e sobre a importância dos livros para sua carreira de escritora.

 

 

  • Santillana Brasil: De que forma a literatura passou a fazer parte da sua vida?

 

Ruth Rocha: Eu costumo brincar, dizendo que a literatura entrou em minha vida pelo caminho mais efetivo: o afetivo. Pois, desde muito pequena, acostumei-me a ouvir minha mãe contando ou lendo histórias: dos contos clássicos a Monteiro Lobato. Um de meus livros prediletos era Reinações de Narizinho; a irreverência da Emília também me encantava, e influenciou muito meu jeito de ser e meu trabalho de escritora.

 

Tinha também – e talvez principalmente – meu avô Ioiô, que sabia uma porção de histórias folclóricas: a do macaco que perdeu o rabo, a da boneca de piche, e muitas outras dos irmãos Grimm, de Andersen ou de As Mil e uma Noites.

 

O engraçado era que as histórias que ele contava eram sempre ambientadas na Bahia, de onde ele viera e que eram repletas de nomes de lugares engraçados, como “Caixaprego”. Ou que terminavam em festas cheias de doces bem brasileiros, como “papos-de-anjo”, “amor aos pedaços”, “alfenins”, que ele, por acidente, tinha deixado cair na “Ladeira do Escorrega”. Ou com musiquinhas que ninguém sabia se eram aprendidas ou inventadas por ele mesmo.

 

Conto tudo isso porque a literatura, seja ela oral ou escrita, fazia parte de minha vida naturalmente, era algo muito familiar para mim, e é assim que os livros deveriam entrar na vida de todas as crianças: com alegria, emoção e afeto.

 

 

  • Santillana Brasil: Qual a importância do livro na formação das crianças?

 

Ruth Rocha: A importância está no que disse acima: em mostrar tudo o que um livro pode significar na vida das pessoas. A emoção, o estímulo para sonhar, a empatia para com os sentimentos dos outros...

 

As campanhas de valorização da leitura são muito importantes para aproximar as crianças dos livros e apresentá-los como um objeto a ser valorizado. Quem costuma dar livros de presente? Quantas famílias têm bibliotecas em casa ou, não tendo, incentiva seus filhos a frequentarem as bibliotecas públicas? Para as crianças brasileiras enxergarem nos livros companheiros para toda a vida, é preciso que toda a sociedade demonstre claramente como os valoriza.

 

E também é preciso oferecer a elas leituras de qualidade. Dia 18 de abril é o dia de nascimento de Monteiro Lobato, um grande defensor de uma literatura inteligente, bem-humorada, criada especialmente para as crianças. Ele disse uma vez que queria escrever livros onde as crianças quisessem “morar”.  “Morar” no universo criado por um escritor é uma experiência inesquecível. É preciso proporcionar a todas as crianças essa oportunidade.

 

 

  • Santillana Brasil: De que forma a “menina que devorava livros virou a escritora que aprendeu a voar”? Você acredita que os livros têm esse poder de levar o leitor para outras dimensões e permitir-lhe descobrir novos “mundos”?

 

Ruth Rocha: Sem dúvida nenhuma. Minha trajetória como leitora é uma prova disso. Quando eu era ainda adolescente, descobri a Biblioteca Circulante no centro da cidade de São Paulo. Resolvi que ia ler todos os livros. Estante por estante. De A a Z.

 

Alguns anos depois, já na época do ginásio, um professor me pediu um trabalho sobre o livro A Cidade e as Serras, e eu me apaixonei de vez pela Literatura.

 

Esse encontro (ou, melhor, essa “trombada”) com A Cidade e as Serras foi decisivo para que eu me tornasse uma leitora para o resto da vida e, também, uma escritora. Um escritor me levou a outro: Fernando Pessoa, Monteiro Lobato, Manuel Bandeira e, mais tarde, Guimarães Rosa. Cada um me influenciou de uma maneira.

 

Depois, formei-me em Ciências Sociais, na Escola de Sociologia e Política, também em São Paulo, casei-me e fui trabalhar como orientadora educacional no colégio Rio Branco. Quando estava nesse cargo, um dia apareceu Carlos Alberto Fernandes, que dirigia a revista Cláudia, e me fez uma proposta: escrever artigos sobre educação. Eu aceitei.

 

Logo fui convidada a criar as brincadeiras de uma revista nova para crianças, que ia se chamar Recreio. A Recreio transformou-se num marco em minha vida, porque me lançou como escritora.

 

A primeira história que escrevi foi feita de um jeito engraçado. Sônia Robatto, diretora da revista, de brincadeira, trancou-me em uma sala e disse: “Só sai daí com uma história pronta”.

 

Foi assim que nasceu Romeu e Julieta, história cujos personagens principais são um “borboleto” azul, chamado Romeu, e uma borboleta amarela, chamada Julieta, que enfrentam os preconceitos e tornam-se amigos, em um reino onde todos os jardins eram divididos pela cor. Mas meu primeiro livro só foi publicado em 1976: Palavras Muitas Palavras...

 

A gente faz a profissão e a profissão faz a gente. Durante a década de 1970, minha vocação como escritora foi se realizando cada vez mais, até que um dia... escrevi  A Menina que Aprendeu a Voar, respirei fundo, deixei de ser editora e fui viver (e voar) só de literatura.

A importância dos 5s

 

O cenário atual tem exigido das empresas constantes mudanças e atualizações. Nesse sentido, as organizações desejam melhorar cada vez mais o seu gerenciamento para alcançar eficiência e recorrem a metodologias que façam a diferença nos quesitos de qualidade, produtividade e economia que são tão necessários para garantir a competitividade. Diante dessa necessidade, a metodologia dos 5S tem sido amplamente empregada pois aposta em alguns pilares de sucesso: consciência, responsabilidade, disciplina, segurança e produtividade no ambiente de trabalho.

 

De origem japonesa,  o conceito de 5S possui como base cinco palavras japonesas - Seiri, Seiton, Seiso, Seiketsu e Shitsuke -, que em português podem ser definidas como: senso de utilização, senso de organização, senso de limpeza, senso de saúde e senso de autodisciplina. Na prática, a filosofia tem por objetivo desenvolver uma nova cultura, transformando o pensamento e as ações dos colaboradores para melhorar as condições internas.

 

Ao utilizar essa metodologia, as organizações alinham-se a um programa de qualidade, que auxilia não apenas os colaboradores, como também no processo de melhoria contínua dos produtos ou serviços. Mas, para obter sucesso na aplicação da ferramenta, é recomendável o envolvimento de todos os membros da empresa para que juntos avaliem as necessidades e implementem soluções.

 

Por exemplo, ao investir no Senso de Organização, que define como arrumar tudo, deixando cada coisa em seu devido lugar, o departamento de recrutamento e seleção pode definir um local para armazenar os currículos e com essa simples atitude facilitar o trabalho de todos. Ou, ainda, ao utilizar o Senso de Limpeza, o colaborador preocupar-se em manter seu posto de trabalho limpo, tirando o desnecessário de gavetas e conservando tudo em ordem.

 

Se bem empregado, o programa 5S pode contribuir para incentivar o desempenho profissional e os serviços, com reflexo direto na satisfação dos colaboradores e melhoria da produção. 

Insistir ou desistir: como avaliar o melhor caminho?

 

Quer seja diante de uma ideia, um projeto ou mesmo mudança de emprego, muitos profissionais se deparam com o seguinte dilema: Devo persistir nesse ideal ou desistir? Nessa reflexão, percebe-se que a melhor decisão requer responder a outra pergunta: Você é persistente ou teimoso?

 

A resposta exige certa dose de coragem e autoconhecimento. Isso porque, movidos por um objetivo, profissionais obstinados pelo sucesso acabam investindo energia e muitas vezes não conquistando o resultado desejado. Outros, porém, durante a caminhada em busca do objetivo, percebem um insucesso na empreitada e, como forma de persistir, mudam de estratégia e conquistam bons resultados.

 

Não há uma fórmula de sucesso e cabe ao profissional perceber seus limites e notar quando um objetivo deixa de ser persistência e passa a ser teimosia. Em outras palavras, o persistente, quando não conquista os resultados desejados, muda de estratégia. Já o teimoso insiste para obter os resultados almejados.

 

É natural manter-se na zona de conforto mas, para obter sucesso, é preciso doses de ponderação e risco. Mudar um hábito, encerrar um ciclo, trocar de emprego, ou desistir de um projeto, exige grande esforço e, sobretudo, o desejo de se reinventar e acreditar no próprio potencial. No trajeto, podem ocorrer perdas, mas com energia e determinação, resultados surpreendentes podem surgir, basta estar aberto para novas oportunidades, novas ideias.