Cursos in company – vantagens e benefícios

 

Ter profissionais capacitados, engajados e comprometidos é o objetivo de muitas empresas, que acreditam no capital humano como fonte importante de competividade. Nesse direcionamento estratégico, muitas organizações perceberam que é possível conquistar benefícios tanto para o negócio quanto para o clima da empresa investindo nos cursos in company.

 

Por meio de estruturas próprias, com conteúdos customizados e gerenciados exclusivamente para capacitar e treinar os colaboradores, os cursos in company têm se revelado importante fonte de aprendizado, com conteúdo adaptável às necessidades das equipes. Visualizando os benefícios dessa prática, a Santillana Brasil, de origem espanhola, notou a necessidade de investir no idioma para capacitar seus colaboradores. Dessa forma, oferece cursos de espanhol para profissionais que necessitam do idioma em sua prática diária de trabalho. Com isso, eles passam a ter mais desenvoltura com o idioma e a se relacionar com a matriz de forma mais adequada e clara.

 

Para Ana Claudia Fernandes, editora executiva de história e filosofia do ensino médio da Santillana Brasil, a possibilidade de estudar espanhol dentro da empresa lhe permitiu otimizar o tempo e enriquecer seu currículo. “A possibilidade de fazer o curso sem sair do prédio foi fator decisivo. Do contrário, teria que adiar meu aprimoramento profissional, pois, atualmente, minha rotina profissional e doméstica (tenho duas filhas pequenas) não me permitiria frequentar um curso fora. Além disso, sinto-me mais segura em relação ao idioma, necessário para a comunicação precisa em algumas situações. Fico feliz por me aprimorar profissional e pessoalmente, pois estudar outra língua amplia o conhecimento sobre cultura, costumes e lugares”, revela entusiasmada.

 

Graças ao investimento nesses treinamentos, é possível potencializar a capacitação dos colaboradores, apostando na comodidade de trazer professores para dentro da companhia. Desta forma, equipes tornam-se mais alinhadas às necessidades do negócio e mais valorizadas.

 

E para você, cursos in company é prática que deve fazer cada vez mais parte das empresas? 

Avaliação de Desempenho – como funciona?

 

No mundo corporativo, existem diversas formas de avaliar os colaboradores, com destaque para a Avaliação de Desempenho. De grande importância nos Departamentos de Recursos Humanos e Gestão de pessoas, essa ferramenta permite conhecer os lados pessoal, profissional e até psicológico do ser humano, com análises individuais ou em grupo.

 

Amparado em uma avaliação, é possível analisar e diagnosticar o desempenho de cada colaborador, conhecer seu comportamento, suas qualidades e limitações. A análise pode ter várias fases, começando pela observação da postura e dos trabalhos de equipe. Já na próxima etapa, são identificados os pontos de desenvolvimento e os problemas a serem resolvidos em conjunto. Por fim, entrevistas periódicas, com feedbacks da evolução do funcionário, mostram suas qualidades e seus pontos de melhoria.

 

Para o profissional, ser avaliado não é tarefa das mais fáceis, mas pode ser enriquecedor, pois com a avaliação de desempenho o funcionário tem a oportunidade de descobrir o que o gestor pensa do seu trabalho e, dessa forma, evoluir. Mas, para conquistar melhores resultados, as avaliações devem ser periódicas e com padrões definidos para todos os cargos existentes na empresa.

 

Vale lembrar que essa avaliação não consiste em punir ou demitir pessoas, mas orientar sobre as mudanças necessárias e o melhoramento de toda a empresa. Quando se chega a um resultado satisfatório, tanto os líderes como os colaboradores ganham com ações positivas, crescimento individual e coletivo, e melhor desenvolvimento.

Desvendando o Mentoring

 

Atentas ao desenvolvimento profissional de seus colaboradores, cada vez mais empresas têm investido no processo de mentoring como forma de alcançar melhores resultados para o negócio. Traduzido do inglês, o termo pode ser definido como um processo realizado com a ajuda de um mentor, em outras palavras, de um profissional mais velho e experiente, que vai estimular o desenvolvimento de um jovem em início de carreira ou cargo recente.

 

Em geral, o mentor é alguém que está na mesma empresa e área, e é considerado uma espécie de espelho em que o colaborador visualiza seu crescimento. Nesse sentido, sua imagem precisa transmitir os valores da empresa, bem como as questões relacionadas à ética, ao profissionalismo e comprometimento. Nessa relação, o mentor proporciona orientação, conselho, feedback, foco, direção, auxiliando o aprendiz em seu desenvolvimento pessoal e profissional.

 

Exemplo de sucesso no emprego do mentoring dentro da companhia, é o da assistente administrativo da Santillana Brasil, Tamires Ramos de Sales, que, graças ao apoio de seu superior, foi amparada desde o seu início na empresa como menor aprendiz. Ter um mentor foi de extrema importância para o seu desenvolvimento profissional, pois, com o apoio do gestor, recebeu orientações assertivas para tornar seu desempenho mais eficaz. “Para mim, foi essencial, pois era a minha primeira experiência no mercado de trabalho e havia muito o que aprender”, enfatiza.

 

Mas, por apresentar essas características, o mentoring, muitas vezes, é confundindo com o coaching executivo, que é um processo de orientação prática, por meio de exercícios. E diferente do processo de coaching, Tamires ganhou experiência ao observar seu gestor no dia a dia. “Aos poucos, fui absorvendo suas orientações e conselhos e consegui me adaptar à rotina, com o seu apoio. Após o término do contrato, fui efetivada e vejo o papel do mentor como parte muito importante para o meu crescimento e aprimoramento dentro da empresa”, encerra entusiasmada. 

As vantagens da pausa produtiva no trabalho

 

Da mesma forma que o corredor descansa na subida para retomar o fôlego durante a corrida, os profissionais precisam de um momento para relaxar. Acostumados a desempenhar muitas tarefas ao mesmo tempo, administrando prazos, datas e metas, muitos recorrem a um recurso natural para tornarem-se mais produtivos: a pausa durante o expediente.

 

Defendida pelo sociólogo italiano Domenico de Masi, o ócio criativo, outro nome para a pausa produtiva, é quando um colaborador para por um instante o trabalho que estiver fazendo para se desconcentrar e relaxar. Ao retomar suas tarefas, volta, então, mais disposto, criativo e produtivo. Empresas como o Google e Facebook investem no modelo defendido pelo sociólogo, recorrendo às salas de descompressão, videogames, e até mesmo sofás, como recursos para o relaxamento.

 

Neste sentido, outros gestores atentos ao bem-estar de suas equipes têm incentivado a prática dentro de seus departamentos, como revela a coordenadora de RH da Santillana Brasil, Renata Pires Alecrim: “Dentro da equipe que lidero, a pausa é importante para ‘ventilar’ um pouco os pensamentos, um momento de descompressão. Sair do foco do trabalho pode parecer, aos olhos de quem não conhece o perfil dos profissionais de sua equipe, perda de produtividade. No meu caso, é a alimentação para realizar um trabalho com mais energia, mais foco, concentração e qualidade”.

 

Assim como a pausa pode trazer resultados vantajosos para a empresa, bem como para o funcionário, a coordenadora de RH enfatiza que é preciso saber dosar esses intervalos, e faz um alerta: “O segredo está em duas questões: entender o real objetivo de uma pausa no trabalho para cada pessoa e atentar para o limite saudável para isso. O limite saudável precisa ser respeitado e conhecido pelo profissional e o líder. Caso contrário, a pausa se torna sinônimo de procrastinação, falta de envolvimento com o trabalho e baixa produtividade”, sinaliza.

 

Seja para estimular a criatividade, ou mesmo desanuviar da pressão de um grande projeto, a pausa pode ser muito enriquecedora, como bem afirma Domenico de Masi: “Criatividade exige gestão do tempo, que se nutre de ócio”

Uso das tecnologias versus a produtividade

 

Um dos principais motores de uma empresa, a produtividade, tem sido ameaçada por um vilão no cenário corporativo: o celular. Indispensável para os dias atuais, o uso constante da tecnologia, principalmente do smartphone, tem causado impactos negativos a muitos colaboradores, que sem perceber, acabam perdendo horas de trabalho devido ao vício tecnológico. Além dos danos relacionados à produtividade, muitos profissionais passaram a apresentar problemas de saúde, pelo uso abusivo, entre eles, prejuízos à coluna cervical, síndrome do olho seco, insônia causada pelo uso antes de dormir, e outros problemas.

 

De acordo com pesquisas norte-americanas, as interrupções no trabalho comprometem 30% da capacidade de desempenhar atividades, pois a concentração é essencial para que o colaborador mantenha o foco. Desta forma, empresas têm investido na conscientização dos funcionários, uma vez que muitos gestores perceberam que proibir o uso não é boa opção. Isso porque, da mesma forma que o acesso à tecnologia pode trazer inovação e criatividade, o uso demasiado pode acarretar perda de foco e impactos nas metas.

 

Outro vilão da produtividade nas empresas tem sido o uso exagerado dos aplicativos de bate-papo via celular (WhatsApp, Viber e outros). Considerados importantes ferramentas de comunicação, esses canais deixaram de ser usados apenas para as questões particulares dos colaboradores e tornaram-se, agora, uma ferramenta de trabalho. Grupos são formados para tratar de assuntos corporativos, que muitas das vezes deveriam estar restritos a outros canais de comunicação interna. Por esta razão, é necessário ter cautela nesta prática.

 

Por ser uma tendência e o uso, uma realidade, cabe às empresas educarem seus colaboradores para o uso consciente do celular e definir algumas regras. Confira algumas sugestões:

 

  • Opte por deixar o celular no modo silencioso;
  • Crie espaços para o uso livre (área de convivência, café e demais locais);
  • Estimule o acesso em pausas programadas, e combine horários nos quais a demanda de trabalho é mais amena;
  • Em reuniões, evite levar o celular para não causar interferências;
  • Defina um limite de utilização;
  • Em atividades que exijam atenção máxima, o uso do celular deve ser restrito.