Avaliação de Desempenho – como funciona?

 

No mundo corporativo, existem diversas formas de avaliar os colaboradores, com destaque para a Avaliação de Desempenho. De grande importância nos Departamentos de Recursos Humanos e Gestão de pessoas, essa ferramenta permite conhecer os lados pessoal, profissional e até psicológico do ser humano, com análises individuais ou em grupo.

 

Amparado em uma avaliação, é possível analisar e diagnosticar o desempenho de cada colaborador, conhecer seu comportamento, suas qualidades e limitações. A análise pode ter várias fases, começando pela observação da postura e dos trabalhos de equipe. Já na próxima etapa, são identificados os pontos de desenvolvimento e os problemas a serem resolvidos em conjunto. Por fim, entrevistas periódicas, com feedbacks da evolução do funcionário, mostram suas qualidades e seus pontos de melhoria.

 

Para o profissional, ser avaliado não é tarefa das mais fáceis, mas pode ser enriquecedor, pois com a avaliação de desempenho o funcionário tem a oportunidade de descobrir o que o gestor pensa do seu trabalho e, dessa forma, evoluir. Mas, para conquistar melhores resultados, as avaliações devem ser periódicas e com padrões definidos para todos os cargos existentes na empresa.

 

Vale lembrar que essa avaliação não consiste em punir ou demitir pessoas, mas orientar sobre as mudanças necessárias e o melhoramento de toda a empresa. Quando se chega a um resultado satisfatório, tanto os líderes como os colaboradores ganham com ações positivas, crescimento individual e coletivo, e melhor desenvolvimento.

Desvendando o Mentoring

 

Atentas ao desenvolvimento profissional de seus colaboradores, cada vez mais empresas têm investido no processo de mentoring como forma de alcançar melhores resultados para o negócio. Traduzido do inglês, o termo pode ser definido como um processo realizado com a ajuda de um mentor, em outras palavras, de um profissional mais velho e experiente, que vai estimular o desenvolvimento de um jovem em início de carreira ou cargo recente.

 

Em geral, o mentor é alguém que está na mesma empresa e área, e é considerado uma espécie de espelho em que o colaborador visualiza seu crescimento. Nesse sentido, sua imagem precisa transmitir os valores da empresa, bem como as questões relacionadas à ética, ao profissionalismo e comprometimento. Nessa relação, o mentor proporciona orientação, conselho, feedback, foco, direção, auxiliando o aprendiz em seu desenvolvimento pessoal e profissional.

 

Exemplo de sucesso no emprego do mentoring dentro da companhia, é o da assistente administrativo da Santillana Brasil, Tamires Ramos de Sales, que, graças ao apoio de seu superior, foi amparada desde o seu início na empresa como menor aprendiz. Ter um mentor foi de extrema importância para o seu desenvolvimento profissional, pois, com o apoio do gestor, recebeu orientações assertivas para tornar seu desempenho mais eficaz. “Para mim, foi essencial, pois era a minha primeira experiência no mercado de trabalho e havia muito o que aprender”, enfatiza.

 

Mas, por apresentar essas características, o mentoring, muitas vezes, é confundindo com o coaching executivo, que é um processo de orientação prática, por meio de exercícios. E diferente do processo de coaching, Tamires ganhou experiência ao observar seu gestor no dia a dia. “Aos poucos, fui absorvendo suas orientações e conselhos e consegui me adaptar à rotina, com o seu apoio. Após o término do contrato, fui efetivada e vejo o papel do mentor como parte muito importante para o meu crescimento e aprimoramento dentro da empresa”, encerra entusiasmada. 

As vantagens da pausa produtiva no trabalho

 

Da mesma forma que o corredor descansa na subida para retomar o fôlego durante a corrida, os profissionais precisam de um momento para relaxar. Acostumados a desempenhar muitas tarefas ao mesmo tempo, administrando prazos, datas e metas, muitos recorrem a um recurso natural para tornarem-se mais produtivos: a pausa durante o expediente.

 

Defendida pelo sociólogo italiano Domenico de Masi, o ócio criativo, outro nome para a pausa produtiva, é quando um colaborador para por um instante o trabalho que estiver fazendo para se desconcentrar e relaxar. Ao retomar suas tarefas, volta, então, mais disposto, criativo e produtivo. Empresas como o Google e Facebook investem no modelo defendido pelo sociólogo, recorrendo às salas de descompressão, videogames, e até mesmo sofás, como recursos para o relaxamento.

 

Neste sentido, outros gestores atentos ao bem-estar de suas equipes têm incentivado a prática dentro de seus departamentos, como revela a coordenadora de RH da Santillana Brasil, Renata Pires Alecrim: “Dentro da equipe que lidero, a pausa é importante para ‘ventilar’ um pouco os pensamentos, um momento de descompressão. Sair do foco do trabalho pode parecer, aos olhos de quem não conhece o perfil dos profissionais de sua equipe, perda de produtividade. No meu caso, é a alimentação para realizar um trabalho com mais energia, mais foco, concentração e qualidade”.

 

Assim como a pausa pode trazer resultados vantajosos para a empresa, bem como para o funcionário, a coordenadora de RH enfatiza que é preciso saber dosar esses intervalos, e faz um alerta: “O segredo está em duas questões: entender o real objetivo de uma pausa no trabalho para cada pessoa e atentar para o limite saudável para isso. O limite saudável precisa ser respeitado e conhecido pelo profissional e o líder. Caso contrário, a pausa se torna sinônimo de procrastinação, falta de envolvimento com o trabalho e baixa produtividade”, sinaliza.

 

Seja para estimular a criatividade, ou mesmo desanuviar da pressão de um grande projeto, a pausa pode ser muito enriquecedora, como bem afirma Domenico de Masi: “Criatividade exige gestão do tempo, que se nutre de ócio”

Uso das tecnologias versus a produtividade

 

Um dos principais motores de uma empresa, a produtividade, tem sido ameaçada por um vilão no cenário corporativo: o celular. Indispensável para os dias atuais, o uso constante da tecnologia, principalmente do smartphone, tem causado impactos negativos a muitos colaboradores, que sem perceber, acabam perdendo horas de trabalho devido ao vício tecnológico. Além dos danos relacionados à produtividade, muitos profissionais passaram a apresentar problemas de saúde, pelo uso abusivo, entre eles, prejuízos à coluna cervical, síndrome do olho seco, insônia causada pelo uso antes de dormir, e outros problemas.

 

De acordo com pesquisas norte-americanas, as interrupções no trabalho comprometem 30% da capacidade de desempenhar atividades, pois a concentração é essencial para que o colaborador mantenha o foco. Desta forma, empresas têm investido na conscientização dos funcionários, uma vez que muitos gestores perceberam que proibir o uso não é boa opção. Isso porque, da mesma forma que o acesso à tecnologia pode trazer inovação e criatividade, o uso demasiado pode acarretar perda de foco e impactos nas metas.

 

Outro vilão da produtividade nas empresas tem sido o uso exagerado dos aplicativos de bate-papo via celular (WhatsApp, Viber e outros). Considerados importantes ferramentas de comunicação, esses canais deixaram de ser usados apenas para as questões particulares dos colaboradores e tornaram-se, agora, uma ferramenta de trabalho. Grupos são formados para tratar de assuntos corporativos, que muitas das vezes deveriam estar restritos a outros canais de comunicação interna. Por esta razão, é necessário ter cautela nesta prática.

 

Por ser uma tendência e o uso, uma realidade, cabe às empresas educarem seus colaboradores para o uso consciente do celular e definir algumas regras. Confira algumas sugestões:

 

  • Opte por deixar o celular no modo silencioso;
  • Crie espaços para o uso livre (área de convivência, café e demais locais);
  • Estimule o acesso em pausas programadas, e combine horários nos quais a demanda de trabalho é mais amena;
  • Em reuniões, evite levar o celular para não causar interferências;
  • Defina um limite de utilização;
  • Em atividades que exijam atenção máxima, o uso do celular deve ser restrito.

Hackathon: a maratona que invadiu o mundo corporativo

 

Inicialmente aplicada na área de tecnologia, a prática deixou de ser exclusividade do segmento de programação e, atualmente, envolve diversos setores do ambiente corporativo. O curioso nome vem da junção das palavras hack (do inglês, explorar áreas da programação, não necessariamente voltada a crimes digitais) e marathon (maratona, em português).

 

Definido como uma maratona de programação, o Hackathon tem o objetivo de tirar uma ideia do papel em curto espaço de tempo. Mas, para realizá-lo, é preciso determinação, para transformar ideias, valorizando a tomada de decisão e, ao mesmo tempo, tirando o foco do resultado imediatista. Assim, o processo de aprendizado é valorizado, por proporcionar a interatividade entre pessoas dos mais variados setores que nem sempre convivem no dia a dia.

 

Não existe um padrão de como fazer, no entanto, alguns fatores como motivação, estrutura, tempo, cronograma e seleção de quem vai participar podem fazer a diferença. As equipes costumam ser compostas por profissionais de diferentes áreas e cada membro é responsável por uma atividade. O objetivo desse exercício é ousar; acelerar processos por meio da criatividade; gerar uma sinergia que facilita o desenvolvimento do projeto, estimulando a inovação.

 

Assim, fica muito mais fácil entender os processos e as necessidades da empresa, e ter mais tempo para desenvolver as soluções.