Carreira em foco

 

Assim como a vida pessoal, a carreira também pede planejamento e atenção. Traçar metas, objetivos, idealizar conquistas, são iniciativas importantes e podem exercer influência, positiva ou negativa, na vida das pessoas. Isso porque, ao planejar a carreira, o profissional pode estabelecer uma meta para sua vida, assumindo um compromisso e passar, então, a trabalhar em busca desse sentido. Em contrapartida, se não existirem objetivo e planejamento para a carreira, o profissional corre o risco de se acomodar.

O ano de 2016 está apenas no começo, mas, apesar da virada do ano ser mais um ritual simbólico, carrega consigo um efeito emocional, como se fosse o fechamento de um ciclo para início do outro. E é justamente esse clima que estimula o início de uma nova etapa profissional, com outras oportunidades no trabalho, tornando propício o momento para promover uma auto-avaliação dos aprendizados do ano anterior e projetar o futuro em curto, médio e longo prazos.

O planejamento, dessa forma, é essencial para a construção da carreira, pois torna possível estabelecer metas e garantir a efetiva transformação para melhor. O planejamento deve ser flexível, visto que alguns obstáculos podem surgir e obrigá-lo a alterar o projeto. Muitas vezes, o profissional acaba acomodando-se na zona de conforto, não se arrisca em direção a novos projetos, e fica refém da empresa e de seus gestores, tornando-os os responsáveis pela própria evolução na carreira.

 

Para isso, o profissional pode se valer de algumas dicas para evoluir profissionalmente e conquistar a desejada prosperidade na carreira. Confira:

 

  • Dedique um tempo ao autoconhecimento. Avalie se a posição atual da carreira está de acordo com seus objetivos;
  • Se a situação atual não estiver conforme suas metas, defina novas direções a seguir;
  • Invista em cursos que permitam a sua capacitação para o mercado de trabalho.

A vez dos deficientes no mercado de trabalho

 

No Brasil, existem milhões de pessoas que apresentam algum tipo de deficiência, mas, contrariando as expectativas, possuem talento e condições de ser produtivas. Embora essa afirmação seja positiva, muitas vezes, por falta de qualificação profissional e oportunidade, esses profissionais ficam fora do mercado de trabalho.

 

Mas há empresas, que investem em pessoas com deficiência, combatendo o preconceito e reconhecendo a igualdade essencial entre os profissionais. Exemplo de sucesso de empresa socialmente responsável, e que acredita no potencial desses cidadãos é a Santillana Brasil, que mantém colaboradores com algum tipo de deficiência no seu grupo. Para a companhia, a diversidade possibilita prepará-los para demandas dos diferentes universos que incorpora, além de receber a dedicação e o comprometimento desses colaboradores acima da média.

 

Por outro lado, em cumprimento à Lei de Cotas, que estabelece que entre 2% e 5% do quadro total de funcionários das empresas deve ser composto de pessoas com deficiência, existem empresas que adotam uma política inclusiva por determinação legal.

Muitas vezes, essas empresas cumprem a lei, mas se esquecem de avaliar, dentro da sua estrutura física e também cultural, se há condições de receber esses profissionais.

 

Para que o relacionamento seja benéfico para ambas as partes, veja como empresas e profissionais podem se preparar para encarar esse desafio.

 

Empresas

  • Acreditem no potencial dessas pessoas, que têm valor e podem agregar muito ao dia a dia da empresa;
  • Adéquem os ambientes da empresa para recebê-los e invistam, por exemplo, em rampas de acesso e banheiros adaptados.

 

Profissionais

  • Avaliem seu currículo, enfatizando os pontos fortes e, durante as entrevistas de seleção, confiem em si;
  • Atualizem-se, busquem cursos e mantenham-se firme em seu propósito.

Ponderação: o pensar com critério

 

Parar, pensar, refletir e, então, agir. Muitas vezes essas atitudes são dificilmente colocadas em prática, ainda mais pela correria do dia a dia. Nesse sentido, a ponderação tem se revelado a palavra do momento, como forma de definir uma conduta, baseada em percepções e escolhas. Recorrendo ao dicionário, ponderar significa observar com atenção minuciosa, medir e pesar todos os lados de uma questão, antes de formar juízo sobre ela ou antes de agir.

 

Contudo, ao avaliar uma situação, muitas questões podem ser poupadas, ou mesmo descobertas. De acordo com a pesquisadora Giedre Vasiliauskaite, da Universidade de Roterdã, na Holanda, questionar a forma como pensa é o primeiro passo para melhorar as escolhas. Para ela, a tomada de decisão exige esforço, por isso é preciso fazer um questionamento profundo da forma como se está acostumado a agir e pensar. É preciso avaliar amplamente os assuntos, analisando-os de diferentes ângulos, considerando os pontos de vista dos demais e alargando as perspectivas. Ao ponderar, podem surgir ideias e outros caminhos, além de desenvolver a empatia, ao se colocar no lugar do outro, respeitando e entendendo os sentimentos da outra pessoa.

 

Diante da velocidade da vida, que tem prazos cada vez mais apertados, metas a serem cumpridas, as atividades operacionais tomam boa parte da rotina dos profissionais e, naturalmente, o pensamento crítico, muitas vezes, acaba por ser negligenciado. Segundo a pesquisadora, as pessoas deixam escapar oportunidades e, pior, deixam de ver as possíveis ameaças.

 

Para colocar em prática o conceito, basta querer, e, para isso, existem algumas dicas para tornar-se uma pessoa mais ponderada, assertiva e com pensamento crítico. Confira:

 

  • Revise os processos de pensamento e questione o próprio ponto de vista e o das outras pessoas;
  • Faça perguntas sobre suas escolhas, avaliando se suas decisões foram corretas;
  • Exercite a sua percepção. Por exemplo, ao ler uma notícia que parece inconsistente, investigue e procure por mais informações para esclarecer a dúvida;
  • Procure ser cético, mas com moderação. Seja equilibrado para, assim, identificar os diferentes lados de cada situação e saber como agir.

A importância da carta de apresentação

 

A busca por uma oportunidade no mercado de trabalho tem exigido cada vez mais dos profissionais. Não basta apenas um currículo bem elaborado, sucinto e que transmita as informações relacionadas à jornada profissional. Isso porque, para se diferenciar da maioria, é necessário ir além e oferecer, de forma objetiva, uma “espécie de vitrine”, com os destaques da carreira. Em outras palavras, a carta de apresentação não é mais somente um pequeno acessório, e ganha, agora, importância.

 

Há um ditado que diz a primeira impressão sempre é a que fica” e, valendo-se dessa máxima, é possível compreender sua importância para o sucesso da candidatura a uma vaga. Se bem elaborada, a carta de apresentação representa a imagem pessoal, a forma como a pessoa se mostra para o mercado, traduzindo suas habilidades e chamando a atenção do selecionador para ler o currículo. Por isso, deve reunir os pontos fortes da carreira.

 

Para não errar, veja algumas dicas de como redigir uma carta de apresentação:

 

  • Objetividade: informe seus dados com simplicidade, numa linguagem formal, relatando seu objetivo profissional, qual a posição desejada na empresa e as principais áreas de conhecimento. Comunique, também, as informações relacionadas à formação acadêmica e suas principais qualificações (cursos).

 

  • Cordialidade: caso não saiba o nome do recrutador/destinatário, inicie de forma genérica. Exemplo: “prezado(a) senhor(a)". Encerre a carta colocando-se à disposição para possível entrevista e informações adicionais sobre sua carreira. Finalize com um “atenciosamente” ou "cordialmente" e o nome do candidato. 

 

  • Formato: se impressa, a carta deve ser redigida em uma folha A4 branca. Tanto on-line quanto impressa, utilize apenas uma página. Opte pelas fontes padrões (Arial e Times) no tamanho 12. 

Headhunter e outplacement: entenda as diferenças

 

Nos últimos anos, o mercado de trabalho tem sofrido profundas transformações, tornando-se muito mais competitivo e desafiador. O que antes era comum, como, por exemplo, entregar um currículo impresso nas mãos do recrutador, hoje em dia é prática em desuso. Da mesma forma, as empresas e os profissionais em transição de carreira estão se adequando à nova realidade e apostando em serviços que os auxiliem nessa importante missão. Trata-se da utilização de algumas ferramentas, que, naturalmente, criam dúvidas e incertezas: outplacement, headhunter e recolocação profissional.

 

Isso porque, diante dos momentos de instabilidade econômica, redução de custos e demissões, essas ferramentas têm sido utilizadas com frequência, mas sem a devida credibilidade e transparência. E o resultado são profissionais e empresas inseguros, quando se trata de contratações de pessoas.

 

Para que isso não acorra, o conhecimento é o melhor caminho, além de indicações de boas empresas e profissionais capacitados para executar o atendimento. Por isso, confira as diferenças principais e saiba como utilizá-los da melhor forma:

 

Outplacement

Para diminuir os impactos negativos de uma demissão e ajudar o profissional em busca de nova recolocação, algumas empresas contratam o serviço de uma consultoria e, nesse caso, os custos são todos da empresa, sem nenhum ônus para o profissional.

 

Headhunter

Também conhecido como caça-talentos, esse consultor é contratado pelas empresas para recrutar e selecionar, no mercado, profissionais para determinada posição. Em sua maioria, atuam na busca de profissionais em cargos de média e de alta direção. 

 

Recolocação profissional

O próprio profissional contrata a consultoria para apoiá-lo e orientá-lo, facilitando o processo de recolocação profissional, da busca por nova vaga de emprego. Nesse caso, o profissional arca totalmente com os custos.