Você é um profissional ambivalente?

 

Muitas vezes os profissionais manifestam sentimentos que se contradizem, ora mantendo-se firmes num ideal e já no outro momento mudando de ideia. A isso, dá-se o nome de ambivalência, que o dicionário revela ser “a qualidade do que tem dois valores opostos ou diferentes, coexistência de sentimentos opostos”. Trazendo essa definição para o mundo corporativo, é fácil explicar porque determinadas pessoas têm dificuldade para tomar decisões e, naturalmente, posicionar-se perante um fato.

 

O conceito pode ser simbolizado pela balança, que, para essas pessoas ditas ambivalentes, faz total sentido. Para elas, toda decisão precisa ser analisada sob seus aspectos negativos e positivos. Isso porque a ambivalência é o conflito psicológico natural que se instala quando é preciso decidir entre duas opções. E existe porque em cada lado do conflito há benefícios e prejuízos.

 

No mundo corporativo, pessoas com essa característica podem se destacar, uma vez que agem prioritariamente observando os fatos, devido à sua visão sistêmica dos problemas. Graças a esse olhar que analisa os prós e contras de determinados processos, esses profissionais trazem visões diferentes, que podem ser confrontadas e discutidas de maneira a contribuir com o processo de decisão.

 

Em contrapartida, manter-se “em cima do muro” também não é uma saída positiva, uma vez que o ambiente de trabalho muitas vezes exige um posicionamento mais firme diante de determinada situação. Nesse sentido, é fundamental, ao se reconhecer como pessoa ambivalente, que o profissional desenvolva essa habilidade em benefício de sua carreira por meio do aprimoramento das ideias, pontuando argumentos e que, efetivamente, demonstre um posicionamento quando for necessário.

Não crie inimigos no ambiente profissional

 

É um clichê, mas o ambiente de trabalho é onde o profissional passa a maior parte do seu tempo, e nesse relacionamento próximo, com líderes, colegas ou mesmo clientes, podem surgir conflitos. Assim como nas relações familiares, o mundo corporativo exige cautela e flexibilidade, porque as pessoas possuem valores diferentes e outras formas de encarar uma situação e por isso, as desavenças são comuns, mas a forma de se relacionar pode fazer a diferença e garantir bons resultados.

 

Criar inimizades no trabalho pode trazer consequências para o profissional e dificultar a realização de tarefas, o cumprimento de prazos, ou mesmo afetar a definição de resultados. Fundamental, no entanto, é compreender que o problema não está no conflito, mas na consequência gerada por ele. Isto é, a discussão de ideias é saudável e faz parte da interação, mas a forma como as pessoas lidam, ao serem contrariadas, precisa ser avaliada. É importante saber reconhecer e ceder quando for necessário, agindo com tranquilidade, sendo cortês e gentil, porque toda causa, por mais importante que possa parecer, traz consigo reflexos e possíveis danos.

 

Pessoas que não se importam com a opinião dos outros e preferem ir até o fim com seus discursos, são mais propensas a criar “inimigos”. Às vezes, por receio de perder uma posição ou promoção, criam atritos para diminuir a reputação do colega e fazê-lo menos merecedor do que elas. Essa atitude pode causar graves consequências, e para que não seja motivo de demissão, o colaborador precisa manter algumas atitudes e se vigiar a todo momento. Para isso, pode investir em algumas dicas. Confira:

 

  • Preserve a sua imagem: evite isolamentos e panelinhas, e as temíveis “rodas de fofoca”. Se lhe for confiado um segredo, guarde-o.
  • Seja proativo: entregue resultados, porque comprovam a sua competência gerando credibilidade.
  • Mantenha a hierarquia: colega é colega e amigo é amigo, assim como o líder, que deve evitar qualquer favorecimento.
  • Vida pessoal: preserve sua intimidade, separando a vida pessoal da profissional.
  • Seja firme e verdadeiro: em qualquer situação, prefira a sinceridade e procure esclarecer o conflito. Para isso, chame a pessoa para uma reunião, e, se necessário, informe ao superior, mantendo sempre a calma e serenidade. 

Série: O acesso das redes sociais no trabalho

 

O acesso às redes sociais durante a jornada de trabalho tem sido uma prática comum em boa parte das empresas. Quer seja numa reunião de equipe ou mesmo durante as tarefas diárias, acessá-las já faz parte da rotina dos colaboradores. Longe de ser uma atividade positiva, a atitude tem efeitos negativos na eficiência e também no bem-estar dos profissionais.

 

Estudo realizado pelo professor de computação da Middle Tennessee State University, Stoney Brooks, comprova que acessar as redes sociais durante o horário de trabalho reduz a produtividade, inclusive dos colaboradores mais concentrados. A partir desse estudo, observa-se que ao investir pouco tempo que seja no acesso, seja pelo computador ou smartphone, o profissional tem mais dificuldades para retomar a tarefa, além de resultar em menos eficiência.

 

Além dos prejuízos causados à realização das tarefas, a prática pode ocasionar prejuízos à imagem do profissional, uma vez que, ao acessar constantemente as redes sociais, pode ser penalizado com advertências do gestor ou até mesmo com a demissão, em casos mais graves.

 

Por isso, o colaborador precisa estar atento à forma como se relaciona com a tecnologia, e utilizá-la a seu favor. Veja como é possível:

 

  • Use as redes sociais de forma mais consciente; mantenha-se no controle. Se notar que o hábito está exagerado, uma dica é desconectar e voltar a acessar quando concluir as tarefas.
  • Reserve um tempo para acessar as mídias sociais. Exemplo: pela manhã, antes de começar o expediente, ou no horário de almoço.
  • Silencie as notificações do computador, ou celular, dessa forma, você não se distrairá e manterá o foco nas atividades. 

Comportamento versus Personalidade nos processos seletivos

 

Muito utilizados em processos seletivos, os testes psicológicos são importante ferramenta para avaliar e também ajudar a revelar com maior clareza o perfil comportamental de um candidato. Isso porque muitos profissionais apresentam comportamento diferente do que é de fato a sua personalidade.

Em outras palavras, durante uma entrevista de emprego, a pessoa pode se revelar de uma maneira, mas ao participar do teste que avalia sua personalidade, apresentar-se de forma diferente do que é na realidade. Como revela Andréa Moraes Cruz, analista de Recursos Humanos da Santillana Brasil, responsável pelo recrutamento e seleção da companhia, os testes psicológicos são específicos para identificar esse  comportamento. “Quando percebemos que um candidato demonstrou um comportamento na entrevista diferente do que apontou em seu perfil, podemos levantar hipóteses. Assim, é fundamental a comparação entre os comportamentos avaliados numa entrevista e o que sugere seu perfil comportamental. Para isso, utilizamos outros tipos de ferramentas, como a observação, escuta analítica e entrevista por competência”, enfatiza.

Além de ser importante canal de avaliação no processo seletivo, a ferramenta possibilita que o gestor defina o perfil para determinada função, e desta forma, enriqueça a equipe com profissionais que estejam em sintonia com a sua realidade. Para que os resultados sejam positivos, entretanto, é importante que o profissional de RH e o gestor estejam alinhados na busca do profissional, como afirma Andréa: “Um processo seletivo assertivo se inicia com um bom alinhamento de perfil. O analista precisa ter claro o que o gestor espera do profissional que atuará com ele. Cabe ao gestor ser o responsável por avaliar critérios técnicos do cargo ocupado. Logo, é possível buscar profissionais de forma mais direcionada, de acordo com os critérios técnicos e as competências que esse profissional precisa ter”.

Qualquer que seja o meio utilizado durante o processo seletivo, é natural que o candidato fique apreensivo e, por vezes, não revele a sua verdadeira essência. Importante, nesse caso, é manter-se atento às seguintes dicas:

  • Por exigir maior concentração e disponibilidade , é importante  se preparar de forma adequada, para isso, é fundamental ter uma boa noite de sono e alimentar-se bem para garantir bom rendimento intelectual.
  • Procure chegar com antecedência ao local, para conhecer e se adaptar ao ambiente.
  • A sinceridade é o melhor caminho, por isso, seja honesto ao transmitir as suas informações.
  • É natural o nervosismo, mas procure pensar positivamente e não focar sua atenção no que vai acontecer. 

O bem-estar no ambiente profissional

 

Mais do que salários adequados para suas funções, boa parte dos colaboradores busca um ambiente corporativo que os desenvolva e os estimule em busca de desafios e, naturalmente, para a realização de suas atividades. Nesse sentido, a Teoria de Maslow revela-se importante ferramenta para que as empresas entendam como funciona a motivação humana.

 

De acordo com essa tese, o psicólogo americano Abraham Maslow afirma que o comportamento humano pode ser explicado conforme as necessidades e desejos do indivíduo. Isto é, seguindo uma pirâmide de prioridades, as pessoas buscam atender às suas necessidades fisiológicas, de segurança, sociais, autoestima e de autorrealização.

 

Trazendo a afirmação para o universo corporativo, quando o profissional não tem suas necessidades satisfeitas, o seu comportamento é afetado diretamente e de uma maneira negativa, deixando-o desmotivado e improdutivo. Desta forma, as empresas podem explorar essa visão para entender como posicionar seus funcionários de maneira que fiquem satisfeitos e, automaticamente, produzam melhor e cresçam na empresa.

 

Para isso, podem recorrer a algumas dicas que estimulem o bem-estar, gerando motivação e a realização de seus funcionários. Veja:

 

  • Além de investir em salários e benefícios compatíveis com as funções, as empresas podem oferecer novos desafios, que estimulem o crescimento do profissional, como também garanta a estabilidade e segurança no ambiente de trabalho.
  • Podem estimular para que o colaborador participe das conquistas da empresa, compartilhando resultados, metas e deixando-o inteirado sobre todos os acontecimentos.
  • Promover a prática de atividades internas, como campeonatos entre os departamentos, confraternizações e demais eventos que estimulem o relacionamento entre os colaboradores.
  • Os gestores podem oferecer suporte emocional ao colaborador. Isto é, deixar claros os objetivos da companhia e fornecer informações para que o funcionário execute o seu trabalho.