Você dá muitas desculpas?

 

No ambiente corporativo, é muito comum encontrar profissionais que justificam suas falhas. Seja por grandes volumes de trabalho, cansaço, problemas pessoais, o que se percebe são pessoas com dificuldades para assumir responsabilidades. A consequência, é que a atitude pode se tornar um hábito e, naturalmente, prejudicar a imagem do profissional, bem como a evolução da empresa.

 

Em outras palavras, muitos profissionais não assumem seus fracassos, e com medo de expor suas fragilidades, inventam desculpas para suas falhas. O hábito de dar desculpas tem prejudicado o desempenho das empresas, uma vez que provocam retrabalho, desgaste entre as pessoas e até reuniões mais longas ou improdutivas. Já do lado do profissional, dar desculpas constantemente pode ter impacto na entrega de melhores resultados.

 

Muitas vezes, dar desculpas pode ser uma característica que passa despercebida ou é mesmo uma atitude de defesa, para algumas situações como: colocar-se como vítima, não querer enxergar o que está errado, fingir que não há problemas, apontar culpados, reclamar e ficar esperando direcionamento.

 

Para mudar isso, o profissional pode ficar atento e seguir alguns passos em busca da sua mudança. Confira:

 

  • 1º passo: reconheça que o hábito de dar desculpas existe. Para isso, observe sua forma de falar, escrever ou se comportar;
  • 2º passo: no lugar de dar desculpas, ofereça soluções;
  • 3º passo: apresente um plano prático de como você resolverá o problema gerado;
  • 4º passo: descreva a forma como você evitará que o erro ocorra novamente no futuro.

Lideranças em favor dos colaboradores

 

Já dizia Abraham Lincoln: “A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns”. Nessa afirmação do ex-presidente americano, nota-se que liderar pessoas vai muito além de dar ordens, mas significa engajá-las, valorizando o empenho, para trazer resultados à empresa. Isso porque a figura do chefe sisudo, que apenas dá ordens e exige de seus funcionários eficiência, tornou-se ultrapassada.

 

As empresas evoluíram e notaram que esse modelo de gestão não se adequa mais à realidade do país, e agora exige profissionais que encarem a liderança como um processo de troca, horizontalizado. Hoje, para liderar uma equipe, o colaborador precisa ser comunicativo, responsável e também ganhar o respeito e a confiança da equipe. Aquele chefe frio, que não se envolvia com os funcionários e muitas vezes era temido devido à sua posição, aos poucos, dá lugar a líderes mais humanos e cientes do seu papel na formação dos profissionais.

 

Liderar uma equipe não é um processo fácil, porque inspirar pessoas, influenciando-as positivamente e direcioná-las para o desenvolvimento de suas tarefas, pede autoconhecimento e aperfeiçoamento. Para isso, os gestores podem contar com algumas ferramentas que o ajudam a evoluir, como o processo de coaching, que ensina a liderar e os torna aptos a conduzir as pessoas de uma maneira positiva, obtendo resultados satisfatórios.

 

Apesar da capacitação, não existe uma receita para se tornar um líder de sucesso, porque naturalmente cada profissional encontrará o seu caminho para conduzir e inspirar sua equipe. Fundamental, no entanto, é lançar um olhar para cada colaborador, valorizando as habilidades, respeitando suas dificuldades, e trabalhando com a pessoa para ajudar a superá-las. 

Generalista versus Especialista

 

 

Para muitos profissionais, a carreira é construída com pequenos passos, muitas vezes pode ser iniciada numa oportunidade de estágio e naturalmente conduzi-los para uma especialidade. Outros, porém, vivenciam várias áreas, setores e, com o tempo, tornam-se generalistas. De fato, o mercado de trabalho é exigente e busca mesclar esses dois perfis profissionais que, em conjunto, refletem os resultados almejados pela companhia.

 

Mas saber escolher entre ser um profissional especialista ou generalista, nem sempre é decisão clara porque a carreira conduz para caminhos não imaginados. Esse é o caso do divulgador especialista da Editora Moderna, Rafael Patriarca Domingues. Ele optou pela graduação em Educação Física, mas acabou se identificando e se aperfeiçoando para evoluir na área comercial. “Percebi que poderia ser feliz nessa área, porque sempre fui muito preocupado com minha carreira profissional. Por isso, optei por cursar dois MBAs, na área de gestão administrativa e de pessoas. Desta forma, busquei sempre me destacar para ter promoções de cargo como reflexo do meu trabalho. De certo modo, não planejei ser especialista em alguma área, mas busquei sempre o meu desenvolvimento profissional”, enfatiza.

 

Igualmente importantes, os profissionais generalistas também são valorizados pelo mercado de trabalho, uma vez que adquirem um pouco de conhecimento sobre vários assuntos, devido à sua trajetória multifacetada. Desta forma, podem contribuir em diversos projetos e atuar em várias direções, o que atende à necessidade do mercado na busca de profissionais com uma visão ampla do mundo corporativo, foco na carreira e no trabalho.

 

Com um ou outro perfil, o profissional não deve ser estático. Precisa agir com flexibilidade para mudar a todo o momento, adequando-se a novas realidades e estar preparado para quando a oportunidade ou a necessidade surgir. Para o colaborador da Editora Moderna, a transição foi tranquila e hoje se torna mais clara e feliz: “Gostei muito de ser generalista, mas estou muito contente com o desafio de ser especialista. Saber que você é capaz, que seu relacionamento está fazendo diferença, que está sendo reconhecido nos seus clientes é muito bom. Hoje posso dizer que, se tivesse que escolher, escolheria ser especialista”, encerra.

Produtividade: conheça o método pomodoro

 

Ser mais produtivo, desempenhar bem as tarefas, cumprir prazos. Essa é a busca diária de muitos profissionais. Mas, conquistar esses objetivos tem sido um desafio constante, diante das altas demandas de trabalho no ambiente corporativo. Pensando nisso, o italiano Francesco Cirillo teve a ideia de utilizar um cronômetro de cozinha com o formato de um tomate para gerenciar o seu tempo. Nesse momento, nascia o método pomodoro (tomate, em italiano), desenvolvido no final dos anos 80 como técnica que procurava uma maneira de aumentar a produtividade.

 

Na prática, o método consiste em trabalhar por blocos de tempo, chamados de pomodoro. De acordo com suas pesquisas, Cirillo percebeu que, ao separar as atividades com pausas entre as tarefas, as pessoas se tornam mais produtivas. Isto é, ao reservar 25 minutos para cada tarefa, sem interrupções, a pessoa torna-se mais focada e, naturalmente, executa suas atividades de forma mais eficiente. Ao empregar a técnica, o profissional, no fim de cada pomodoro, deve fazer uma pausa de cinco minutos, e a cada quatro ciclos deve fazer uma pausa mais longa, de 30 minutos.

 

Sabidamente, algumas tarefas não se limitam a apenas 25 minutos para serem executadas, por isso, o período pode ser flexível, para que o profissional avalie e defina o tempo necessário para o seu cumprimento. Sua utilização é fácil, basta estar atento a algumas dicas, confira:

 

  • Crie uma lista de tarefas no começo do dia, identificando as que já estão determinadas e reservando um espaço para as que possam surgir.
  • Evite interrupções, como acessar redes sociais, ler e-mail ou levantar para tomar um café. Todas as interrupções externas também devem ser deixadas para depois, a não ser que sejam de extrema urgência.
  • Comece a executar a primeira tarefa cronometrando os 25 minutos (ou o tempo que for necessário). Ao final do pomodoro, assinale a tarefa e faça uma pausa de 5 minutos. Aproveite para se levantar, caminhar, ou fazer outra atividade que ajude a relaxar.
  • Passe para uma nova tarefa, definindo mais um pomodoro.
  • A cada quatro pomodoros, faça uma pausa mais longa, de 30 minutos, até voltar ao trabalho. 

A liderança feminina no mundo corporativo

 

Exercer um cargo executivo é o objetivo de diversos profissionais, mas essa conquista se limita a um percentual ainda baixo de mulheres. Isso porque, apesar da atuação da mulher, no cenário corporativo são poucas as que conseguem ocupar as cadeiras da alta chefia e, quando conquistam, deparam-se com uma liderança isolada e muitas vezes sem perspectivas.

 

Romper a barreira de gênero e alcançar cargos de chefia exigem esforço e dedicação, e aquelas que atingem o auge em suas carreiras se veem a todo momento tendo que mostrar sua capacidade e eficiência. Em contrapartida, ao assumir esses cobiçados postos, precisam lidar com o isolamento em razão da falta de abertura do mercado para posições ocupadas por mulheres. Dados do International Business Report apontam que, no Brasil, o percentual de cargos executivos ocupados por mulheres é de apenas 19%, muitas vezes decorrente da falta de condições apresentada pelas empresas, como também da existência de ambientes desiguais.

 

Por causa desse cenário, muitas mulheres estão reaprendendo a comandar e tornando-se líderes, no sentido exato da palavra: são capazes de influenciar as ideias e ações de outras pessoas, sem se isolar no comando. Mas, para obter sucesso nessa empreitada, precisam mostrar que podem exercer a liderança focada em pessoas e não em gênero, rompendo com o tabu que certos cargos e empresas ainda mantêm.

 

Em outras palavras, a valorização de cargos ocupados por mulheres não implica renegar o modelo masculino, mas o ideal é que, em todos os níveis das empresas, existam 50% de homens e 50% de mulheres. Esse equilíbrio é que torna o ambiente rico e favorece o máximo de produtividade.