O que é job crafting?

 

Mais do que cumprir as tarefas definidas no escopo do trabalho, buscar sentido em cada atividade tem sido a meta de muitos profissionais. Isso porque com a intensa rotina e a falta de desafios, os colaboradores acabam estagnados e percebem que precisam encontrar nova razão para o seu trabalho. Graças ao conceito de job crafting, diversos profissionais estão revendo suas relações no trabalho e o significado de suas tarefas, em busca de realização e melhores resultados.

 

Ao investir no job crafting, os colaboradores acabam executando tarefas mais significativas e alinhadas com seus talentos e interesses. Colocar em prática esse conceito exige flexibilidade das companhias e dos colaboradores, mas algumas empresas têm investido e notaram que os funcionários conseguem aderir a alguns pontos que contribuem para a felicidade no ambiente corporativo, como paixão, valores e resultados.

 

Além dessas vantagens, os profissionais que investem no job crafting estão um passo à frente, uma vez que o mercado tem exigido cada vez mais pessoas versáteis e prontas para atuar em diversas posições. E, para começar, o colaborador precisa estar disposto a rever suas tarefas e, naturalmente, sair da zona de conforto. Para isso, deve observar alguns passos de como aplicar o conceito na prática e conquistar bons resultados.

 

1º passo - Autoconhecimento: reformule o jeito de enxergar o seu trabalho, desta forma, desbloqueará novas oportunidades de atuação.

2º passo – Elaboração de tarefas: identifique suas atividades e tarefas do dia a dia, e faça ajustes. No segundo momento, esteja atento ao seu relacionamento com as áreas, e procure mudar a perspectiva sobre a razão de cumprir determinada tarefa.

Freelancer: vantagens versus desafios

 

Há profissionais que preferem a estabilidade do emprego, outros, porém, percebem que atuar como freelancer pode ser o caminho para trilhar a carreira. Nem sempre encontrar esse caminho é fácil, mas, antes, torna-se uma necessidade para muitos profissionais que se veem levados pela instabilidade na economia. Diante desse cenário, empresas e colaboradores estão buscando essa nova realidade do mercado de trabalho para continuar a garantir seus projetos e, consequentemente, seus rendimentos.

 

Exemplo disso é aplicado na Santillana Brasil, que investe em freelancers como forma de suprir suas necessidades, sem deixar de garantir a qualidade, como revela Adriana Pedro de Almeida, editora executiva de Conteúdos Digitais da Richmond/Santillana Español: “Para a empresa, é positivo porque permite que tenhamos mais colaboradores e, por conseguinte, maior produção de livros. Essa situação não seria possível se contássemos apenas com o formato CLT”, enfatiza.

 

Mesmo apostando na flexibilidade de executar trabalhos em outras empresas, para se tornar um freelancer, o profissional deve ser comprometido com a qualidade do serviço oferecido; estar atento ao cumprimento de prazos; e apostar na disciplina como forma de garantir o sucesso. Isso porque, muitas vezes, motivado pela falta de vínculo profissional, acaba assumindo muitos projetos, o que pode resultar em prejuízos para ambos os lados, como alerta Adriana: “Por ser freelancer, o profissional realiza trabalho de várias editoras ao mesmo tempo. Por isso, é muito importante que seja ético e mantenha sigilo quanto à atividade realizada. Por exemplo, não convém que comente com uma editora concorrente sobre o produto com o qual está trabalhando e que será lançado no mercado em breve”, afirma.

 

Apesar da incerteza de seguir nesse caminho profissional, construir a carreira como freelancer pode ser vantajoso em muitos aspectos, como: fonte de renda ampliada; flexibilidade de horário; trabalho home office, o que favorece a mobilidade; fugir da rotina de escritório; além da oportunidade para tornar-se um empreendedor.

 

Para isso, o profissional precisa estar sempre atento, assim, garantindo clientes e, naturalmente, trabalhos. “Não costumo diferenciar um profissional freelancer de um CLT. Para mim, ambos devem ter formação acadêmica de qualidade, e o que diferencia um do outro é tão somente o vínculo de trabalho. Quando optamos por contratar um freelancer levamos em conta, principalmente, se ele tem disponibilidade para trabalhar por projetos. Em termos de currículo, procuro levar em consideração o bom conhecimento, além de outros atributos importantes, de acordo com o escopo de cada vaga”, encerra.

Série: uso adequado do e-mail no trabalho

 

No ambiente corporativo, a troca de e-mails muitas vezes é indispensável. Em alguns cargos, porém, é necessário atenção na forma de utilizar essa ferramenta. Com a correria do dia a dia, alguns profissionais acabam utilizando-o para assuntos particulares e esquecem que a ferramenta pertence à empresa e é restrita aos assuntos do trabalho.

 

Empresas atentas a esse comportamento têm investido em uma política de uso do e-mail corporativo, com regras claras do que pode ou não ser feito, tanto da parte da empresa quanto dos funcionários. Dessa forma, o colaborador ciente dos seus limites sabe como utilizá-lo de maneira adequada.

 

Outro ponto que merece atenção é o monitoramento das mensagens. Em caso de aviso prévio ao colaborador, por exemplo, a empresa tem autonomia para checar as mensagens. No dia a dia, o cuidado deve ser redobrado pois, caso seja descoberta alguma irregularidade, a atitude pode ter consequências graves, inclusive levando à demissão.

 

Porém, usar o e-mail não deve ser motivo de alarde. É um excelente e importante recurso de comunicação entre as áreas, os departamentos, clientes e fornecedores. Para utilizá-lo com eficiência e evitar problemas, confira algumas dicas:

  • Avalie as palavras – ao redigir um e-mail, é importante ter atenção ao tipo de comunicação e optar por uma linguagem mais formal, evitando assim, gerar dupla interpretação com o uso de palavras ou linguajar inadequadas.
  • Uso exclusivo do trabalho - o e-mail corporativo deve ser de uso restrito para os assuntos da empresa. Assuntos pessoais devem ser tratados no e-mail particular ou com outros recursos próprios.
  • Documento – mais do que uma ferramenta de comunicação, o e-mail pode ser considerado um documento. Por isso, tudo o que for redigido fica registrado, tem valor legal e pode ser usado contra o profissional. Atenção!

Gestão de conflitos

 

Entre tantos desafios enfrentados pelos líderes na condução de suas equipes, há um tema que merece atenção: a gestão de conflitos. Além das tradicionais competências exigidas como ser inspirador, desenvolver pessoas e ser comunicador, liderar exige administrar conflitos que são inerentes às relações humanas e, por isso, difíceis de serem conduzidos.

 

Muitas vezes, entre áreas, setores, ou mesmo no departamento, acontecem divergências de ideias e opiniões e cabe ao líder se posicionar e atuar como um “maestro”, a fim de harmonizar e comandar o desfecho do conflito para um acordo mútuo. Essa conduta é aplicada pela gerente comercial da Santillana Brasil, Sônia Corrêa Marques, que acredita ser preponderante a figura do líder na condução do problema. “A equipe sempre espera do líder uma intervenção e uma ação positiva. Ainda mais na área comercial, onde a urgência e as negociações exigem das áreas ‘fornecedoras’ uma certa agilidade, muitas vezes, não compreendida pelos responsáveis. Aí entra o papel do líder”, afirma.

 

À primeira vista, pode não ser fácil saber como agir, uma vez que é preciso cautela para analisar o fator que motivou o problema. Para Sônia, o primeiro passo é escutar as partes envolvidas, organizar as ideias e depois partir para as devolutivas a ambos. “O bom senso e a imparcialidade que adquirimos com a maturidade corporativa, são sempre bem-vindos nessa hora”, complementa.

 

Outro passo importante é estabelecer comunicação assertiva entre gestor e equipe, alinhando expectativas e promovendo um feedback sempre que necessário. Além disso, é fundamental que o líder e também o colaborador expressem suas opiniões de forma assertiva e empática, para, desta forma, resolver as dúvidas ou incertezas.

 

Em contrapartida, a omissão do líder para gerir um conflito pode ser prejudicial e agravar a situação. Nesse sentido, estar próximo da equipe e ser pontual na condução dos atritos pode ser decisivo, como afirma Sônia. “Muitas vezes, as pessoas já não têm muita empatia e um assunto sem importância toma dimensão irreal; desta forma, entra o nosso papel de ponderar e acabar com os conflitos”, determina.

 

O assunto requer atenção e cabe ao líder atuar com empatia e objetividade para conduzir o conflito. A equipe deve estar comprometida, mas, para isso, o gestor deve oferecer os recursos emocionais para sair da situação de desconforto.

Promoção de cargo na empresa, o que avaliar?

 

Evoluir na carreira é a proposta de muitos profissionais, e para alguns, um dos melhores caminhos pode ser construído dentro da própria empresa. Isto é, a promoção de cargos pode estimular a evolução e significar novas oportunidades, mas em um mercado competitivo, em que a formação e habilidade dos integrantes da equipe são parecidas, atitudes e comportamentos podem contribuir para chamar a atenção do gestor.

 

É fato que o país vive uma crise econômica, com altas taxas de desemprego, porém, contrariando o que muitos imaginam, propostas de promoção existem e aceitá-las exige cautela. Isso porque o convite pode apresentar surpresas e não ser exatamente aquilo que se está à procura. Antes é preciso avaliar diversos aspectos da proposta, pesando prós e contras, e, sobretudo, caso a decisão seja positiva, o profissional deve ter o foco tanto nos resultados quanto no cliente.

 

Para auxiliar nesta decisão, confira algumas dicas de como avaliar a promoção de cargo na empresa:

  • Plano de carreira – a promoção deve estar alinhada ao projeto de carreira estabelecido e ter objetivos semelhantes, de acordo com a sua evolução profissional.
  • Avalie – observe a oportunidade como um todo, refletindo sobre os desafios do novo cargo, o pacote de benefícios, entre outros itens.
  • Remuneração – a decisão deve ser definida não apenas com base no valor oferecido, mas também em outros aspectos do trabalho.
  • Atribuições - é importante conhecer quais serão as responsabilidades no novo cargo e se terá condições de cumpri-las. Caso a nova posição exija outras habilidades, vale reconsiderar para não prejudicar a imagem profissional.
  • Recusa – caso avalie que não deva aceitar a proposta, comunique a decisão expondo-a de forma transparente,  justificando a decisão e explicando os motivos pelos quais adotou essa posição.