Série – Uso adequado dos recursos da empresa – ramal e celular

 

Para boa parte dos executivos brasileiros, utilizar o celular como ferramenta de trabalho não é mais novidade, pelo contrário, tornou-se necessidade. Com a chegada de novas tecnologias, o acesso a vários serviços ficou ainda mais fácil, e esses profissionais podem conferir e-mails, navegar na web e utilizar aplicativos que até então estavam limitados aos computadores. Graças a esses recursos, que vêm facilitando cada vez mais a rotina dos colaboradores, o benefício deixou de ser privilégio de diretores e, em algumas empresas, está à disposição das equipes.

 

Além do celular corporativo, outro meio importante de comunicação são os telefones corporativos, os conhecidos ramais internos. Amparados por esses canais, os colaboradores têm à disposição algumas ferramentas que facilitam a condução de suas atividades. Mas, o que para muitos pode ser uma ferramenta para melhorar a eficiência, para outros acaba se tornando de uso pessoal.

 

Muitos colaboradores vêm utilizando os telefones em vantagem própria, prática que tem comprometido a oferta do benefício. E como forma de se resguardar, algumas empresas investem em medidas restritivas, de maneira a inibir o mau uso. Outras ainda, aplicam sanções mais severas, como o monitoramento ou mesmo a retirada dos recursos.

 

Se utilizados com atenção, com respeito às normas e aos limites, os telefones podem ser extremamente úteis. E para saber como usufruir com qualidade, confira algumas dicas:

 

  • Utilize o aparelho, celular ou fixo, apenas para fins de trabalho.
  • Esteja atento quanto ao tempo de uso do telefone, evite conversas particulares por longos períodos.
  • Evite baixar jogos ou demais recursos pelo celular, exceto se for algo ligado diretamente ao trabalho.
  • Procure se informar sobre o limite de acesso a dados móveis e minutos para utilização. Se houver, respeite-o.
  • Ao utilizar o telefone fixo para chamadas interurbanas, ou para celular, confira se há uma operadora específica.

Pessoas verdadeiras: como reconhecê-las?

 

Já dizia Friedrich Nietzsche: “É só dos sentidos que procede toda a autenticidade, toda a boa consciência, toda a evidência da verdade”. Em suas palavras, o filósofo alemão revela a importância de observar, não somente o que é dito, como também os gestos e as atitudes das pessoas. Levando a máxima para o ambiente corporativo, muitas vezes os recrutadores aplicam testes e lançam mão de um olhar mais apurado para selecionar um candidato.

 

Mas antes de ser um método de seleção, reconhecer a autenticidade das pessoas pode ser vantajoso em muitos aspectos. Isto é, ao observar como as pessoas realmente são e chegar mais próximo de suas verdades, é possível desvendá-las e conhecê-las, e, dessa forma, notar se sua personalidade está alinhada a uma necessidade específica. Evoluindo no tema, outro filósofo alemão também define a autenticidade. Para Theodor Adorno, a palavra pode ser empregada quando o desejo é reconduzir ao que é correto, ao que é verdadeiro.

 

Ao investir em algumas estratégias, portanto, é possível fazer com que as verdades se revelem, empregando mais atenção onde há menos vigilância, e, desta forma, descobrir se a pessoa é, de fato, a mesma por dentro e por fora. Ou seja, sua imagem reproduz, mais ou menos, o que ela é em seu íntimo. Isso porque, no ambiente de trabalho, alguns profissionais costumam fingir ser o que não são com o objetivo de agradar à equipe ou a seus superiores.

 

E para reconhecer pessoas verdadeiras, é possível recorrer a algumas ações:

 

  • Teste prático: a melhor maneira para observar o conhecimento de alguém é no momento em que for exigida a aplicação de determinada habilidade. Uma pessoa realmente conhece um assunto quando sabe praticá-lo.
  • Atenção aos detalhes: ao observar o comportamento das pessoas, dê mais atenção às pequenas histórias. A atenção nos detalhes, quando há menos vigilância, aponta com mais facilidade as diferenças entre autêntico e falso. Exemplo: notar a atitude de um profissional que não recolhe o lixo que deixou cair e que defende boas práticas como referência de educação e cidadania.
  • Lei do garçom: observar se a forma como uma pessoa age com seu superior é a mesma utilizada para tratar as pessoas de menos poder, assim, é possível notar aspectos ligados ao trabalho em equipe, à cooperação, à capacidade de mostrar empatia.

Internet no trabalho: use com moderação

 

Seja para pesquisar, responder a e-mails ou mesmo para descontrair, acessar a Internet já faz parte do dia a dia do ambiente corporativo. Entretanto, ainda há dúvidas quando o assunto é o uso da Internet no ambiente profissional. Fundamental para agilizar e facilitar as tarefas, se utilizada de forma errada, pode resultar na perda da produtividade.

 

Empresas atentas a essa realidade criam normas para sua utilização, chegando a restringir o uso em horários determinados ou mesmo a proibir o acesso a sites ou redes sociais. De fato, acessar a Internet é uma necessidade para muitos profissionais, que a utilizam em benefício para suas atividades. Porém, outros a usam para momentos de lazer, acabam desviando as atenções para assuntos alheios às suas obrigações com a organização e, assim, comprometem seus resultados.

 

O profissional deve, portanto, estar atento ao uso incorreto da Internet no ambiente corporativo, uma vez que pode sofrer sanções, chegando até à demissão. Mas para que isso não ocorra, vale seguir algumas dicas. Confira:

 

  • Caso seja necessário, reserve um momento do dia para acessar e-mail ou outros assuntos de interesse pessoal (redes sociais).
  • Mesmo que a empresa não restrinja o acesso, escutar rádios on-line ou ver vídeos no Youtube pode interferir na conexão, esteja atento.
  • Utilize a Internet para baixar conteúdos relacionados ao trabalho e deixe os de uso pessoal para acessar de casa.
  •  

Se a empresa oferece acesso livre, use o benefício com bom senso, com cuidado para não visualizar conteúdos proibidos ou que comprometam o desempenho do computador.

Líder Amigo: Sonho ou Pesadelo?

 

Um ambiente de trabalho harmonioso é a busca de muitos profissionais, principalmente em se tratando do relacionamento entre líder e colaborador. No entanto, manter-se muito próximo pode trazer prejuízos para a companhia, bem como para o funcionário. Isso porque a amizade entre gestor e funcionário precisa ser baseada numa relação de maturidade, uma vez que cabe ao gestor definir claramente seus limites com a equipe.

 

Caso haja uma relação baseada em amizade, esses objetivos podem não ser cumpridos, porque, apesar da interação, a empresa continua sendo um ambiente onde a postura profissional deve prevalecer em todos os aspectos. Por vezes, por falta de experiência, muitos líderes acreditam que ter o colaborador como amigo pode ser o caminho para construir um relacionamento forte e positivo, mas acabam errando em não reconhecer as fragilidades da equipe e prejudicando sua carreira.

 

Em contrapartida, os líderes seguros são aqueles que conseguem desenvolver uma relação de amizade com sua equipe, sem afetar o seu papel na gestão dos resultados. Mas, para conquistar essa posição, o gestor precisa agir com transparência nas relações, para que a equipe perceba que pode contar com sua compreensão e empatia, mas também com a firmeza e os valores diante de atitudes que não estejam em conformidade com as expectativas da organização.

 

Nesse sentido, os profissionais comprometidos com sua evolução profissional reconhecem suas fraquezas e, apesar da relação de amizade estabelecida, buscam o feedback do gestor, para assim evoluir. Da mesma forma, um bom líder reconhece que possuir um elo com sua equipe garante profissionais mais satisfeitos e fieis à empresa, mas que, sobretudo, está comprometido com sua evolução profissional.

O que é job crafting?

 

Mais do que cumprir as tarefas definidas no escopo do trabalho, buscar sentido em cada atividade tem sido a meta de muitos profissionais. Isso porque com a intensa rotina e a falta de desafios, os colaboradores acabam estagnados e percebem que precisam encontrar nova razão para o seu trabalho. Graças ao conceito de job crafting, diversos profissionais estão revendo suas relações no trabalho e o significado de suas tarefas, em busca de realização e melhores resultados.

 

Ao investir no job crafting, os colaboradores acabam executando tarefas mais significativas e alinhadas com seus talentos e interesses. Colocar em prática esse conceito exige flexibilidade das companhias e dos colaboradores, mas algumas empresas têm investido e notaram que os funcionários conseguem aderir a alguns pontos que contribuem para a felicidade no ambiente corporativo, como paixão, valores e resultados.

 

Além dessas vantagens, os profissionais que investem no job crafting estão um passo à frente, uma vez que o mercado tem exigido cada vez mais pessoas versáteis e prontas para atuar em diversas posições. E, para começar, o colaborador precisa estar disposto a rever suas tarefas e, naturalmente, sair da zona de conforto. Para isso, deve observar alguns passos de como aplicar o conceito na prática e conquistar bons resultados.

 

1º passo - Autoconhecimento: reformule o jeito de enxergar o seu trabalho, desta forma, desbloqueará novas oportunidades de atuação.

2º passo – Elaboração de tarefas: identifique suas atividades e tarefas do dia a dia, e faça ajustes. No segundo momento, esteja atento ao seu relacionamento com as áreas, e procure mudar a perspectiva sobre a razão de cumprir determinada tarefa.