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Mudanças de carreira: como fazer?

Mudanca de rumo

 

É fácil entender porque o trabalho ocupa um lugar tão destacado na vida de cada um de nós: passamos a maior parte do tempo dedicados a ele, além de dependermos do salário para custear os nossos desejos e a nossa sobrevivência.

 

Por isso a carreira é um pedaço da vida que precisa ser cuidado com especial atenção, porque não é uma escolha passageira. Ao contrário, trata-se de um processo duradouro, independente da área de atuação do profissional.

 

Idealmente você escolhe uma profissão, traça algumas metas para o desenvolvimento da sua carreira e espera que tudo aconteça exatamente como previsto. “Só que não!”. Nem sempre as coisas saem como foram planejadas.

 

Muitas vezes troca-se de função, de cargo ou de empresa pensando nos benefícios desta mudança, mas a realidade vem mostrar que a decisão não foi a mais acertada. Isso pode ocorrer por uma série de fatores: falta de conhecimento técnico suficiente para enfrentar os novos desafios, inadaptação à equipe de trabalho ou ao estilo do líder, incompatibilidade com a cultura da organização ou com o segmento de atuação, entre outros.

 

Algo que ajuda muito na hora de decidir por qualquer mudança de rumo na sua carreira é ponderar todos os benefícios e sacrifícios antes de mudar. Para isso, elabore uma tabela colocando do lado esquerdo todos os critérios que para você são valiosos em um trabalho, exceto o salário. Por exemplo: horário flexível, possibilidade de crescimento, proximidade de casa, treinamentos, benefícios etc.

 

Ao lado de cada um desses critérios coloque duas colunas: uma para a posição profissional que está e outra referente à futura situação. Em seguida, atribua uma nota para elas (de zero a 10) e compare. Desta forma será possível enxergar mais claramente as diferenças de valor para você e decidir de forma objetiva se fica como está ou se aposta em uma mudança na sua carreira.

 

Apesar desse processo ajudar muito na tomada de decisão mais consciente, jamais ele será infalível. Você pode fazer uma escolha que na prática, ao longo de algum tempo, vai se mostrar inadequada. O que fazer? Mude de novo!

 

Lembre-se que errar é humano e faz parte do aprendizado. O importante é você olhar para dentro e desenvolver seu autoconhecimento para responder com honestidade para você: o que te faz feliz?

 

Partindo dessa resposta, tome todas as decisões com base na sua convicção e jamais no medo. Ou seja: tenha certeza de que quer mudar e de que tem disposição para se “arriscar” a ser feliz. Com essa força dentro de você, mesmo que a decisão se mostre equivocada, você terá forças internas para superar a situação e reencontrar o melhor rumo para a sua carreira.

 

Quando as suas decisões são baseadas no medo, por exemplo de perder o emprego, de ficar sem dinheiro ou do seu chefe não gostar, voltar atrás fica muito mais difícil porque você não poderá contar com a sua força interior.

 

Por isso, tenha sempre uma atitude de honestidade e sinceridade de propósitos com você e com os outros. Agindo dessa forma você abre portas que permanecem abertas caso necessite voltar. Muitos profissionais aceitam promoções ou ofertas de emprego em outras empresas, se arrependem e voltam à sua situação anterior, porque abrem o jogo e expõem seus motivos e dificuldades com transparência.

Carreira acadêmica versus carreira corporativa

 

Escolher qual caminho seguir na vida profissional não é tarefa fácil. Por vezes, profissionais optam pelo tradicional, investindo na graduação e participando de programas de estágio e trainee e, quando veem, já estão totalmente adaptados à vida corporativa. Porém, outras pessoas investem na carreira acadêmica e, ao terminar a graduação, emendam uma especialização atrás da outra e, naturalmente, passam a ocupar as salas de aula compartilhando conhecimentos.

 

Há também aqueles que investem nas duas, durante o dia cumprem sua jornada em empresas e à noite lecionam. Esse é o caso da editora executiva de inglês da Richmond, Izaura Valverde que depois de 20 anos dedicados à educação, fez o caminho inverso, largando tudo para iniciar nova experiência no mundo corporativo. Para ela, dar aula lhe dava motivação e alegria, mas ao se deparar com uma nova oportunidade, percebeu o quão prazeroso e desafiador esse novo caminho poderia ser. “Comecei com trabalhos freelancer e por quatro anos acumulei as duas funções, até que recebi o convite para fazer parte da Richmond e, sem titubear aceitei, mesmo sabendo que teria de começar uma nova carreira e galgar degrau por degrau”, enfatiza.

 

De acordo com Izaura, todo o conhecimento adquirido ao longo dos anos como professora, coordenadora de ensino e até mesmo empreendedora, foram importantes para que conquistasse o espaço na editora. “O fato de ter passado pela sala de aula me ajudava muito a escrever. Eu sabia o que funcionava com os alunos, o que facilitava a criação de conteúdo para as publicações.”

 

Tanto a carreira corporativa quanto a acadêmica possuem vantagens e desvantagens e cabe ao profissional identificar seu lugar. Em comum, são oportunidades que exercitam a liderança, pois os líderes e os professores são fundamentais para estimular as pessoas, atuando como orientadores e facilitadores. Outro ponto importante refere-se ao mercado de trabalho, pois estão em alta os profissionais que acumulam o conhecimento adquirido na carreira corporativa e passam a compartilhar suas vivências em sala de aula.

 

Entusiasmada e feliz com a decisão de seguir nova carreira, Izaura revela algumas dicas de sucesso: “É preciso acreditar no que quer, não ter medo de recomeçar, mesmo com um cargo abaixo. É preciso também ter espírito de aprender, não ter medo de mudar”, encerra.

Carreira em foco

 

Assim como a vida pessoal, a carreira também pede planejamento e atenção. Traçar metas, objetivos, idealizar conquistas, são iniciativas importantes e podem exercer influência, positiva ou negativa, na vida das pessoas. Isso porque, ao planejar a carreira, o profissional pode estabelecer uma meta para sua vida, assumindo um compromisso e passar, então, a trabalhar em busca desse sentido. Em contrapartida, se não existirem objetivo e planejamento para a carreira, o profissional corre o risco de se acomodar.

O ano de 2016 está apenas no começo, mas, apesar da virada do ano ser mais um ritual simbólico, carrega consigo um efeito emocional, como se fosse o fechamento de um ciclo para início do outro. E é justamente esse clima que estimula o início de uma nova etapa profissional, com outras oportunidades no trabalho, tornando propício o momento para promover uma auto-avaliação dos aprendizados do ano anterior e projetar o futuro em curto, médio e longo prazos.

O planejamento, dessa forma, é essencial para a construção da carreira, pois torna possível estabelecer metas e garantir a efetiva transformação para melhor. O planejamento deve ser flexível, visto que alguns obstáculos podem surgir e obrigá-lo a alterar o projeto. Muitas vezes, o profissional acaba acomodando-se na zona de conforto, não se arrisca em direção a novos projetos, e fica refém da empresa e de seus gestores, tornando-os os responsáveis pela própria evolução na carreira.

 

Para isso, o profissional pode se valer de algumas dicas para evoluir profissionalmente e conquistar a desejada prosperidade na carreira. Confira:

 

  • Dedique um tempo ao autoconhecimento. Avalie se a posição atual da carreira está de acordo com seus objetivos;
  • Se a situação atual não estiver conforme suas metas, defina novas direções a seguir;
  • Invista em cursos que permitam a sua capacitação para o mercado de trabalho.

Você conhece a carreira em W?

 

Tradicionalmente, na evolução da carreira, o profissional passa por diversas fases, entre as posições de analista, gerente, até chegar ao cargo de diretor. Esse modelo de plano de carreira tem sido substituído, em muitas empresas, uma vez que a famosa carreira em “Y”, na qual o profissional pode escolher entre a carreira gerencial ou a técnica, já não é suficiente.

 

Isso porque algumas empresas pensaram em uma terceira opção, que contemplasse a evolução profissional, e assim surgiu a carreira em “W”. O sistema é empregado com sucesso em empresas de tecnologia, pois garante a todos os cargos o mesmo nível de equivalência.

 

O fato é que há uma complexidade na trilha das carreiras, já que, dependendo da empresa, há ainda outros fatores que influenciam no nível de gerenciamento, e conforme a área de atuação, esse tipo de organograma pode não se adequar. Em linhas gerais, a carreira em “W” prevê áreas de baixa, média e alta complexidades, ou seja, áreas operacional, administrativa, técnica, executiva, de especialidades e multifuncionalidades. Todas autogerenciáveis.

 

A verdade é que, na teoria, qualquer empresa pode ter carreiras paralelas. Vai depender apenas da importância que os diretores, presidentes e sócios dão ao fato de terem pessoas bem qualificadas em suas áreas de conhecimento.