6 dicas para melhorar sua comunicação interpessoal

 

Além de desempenharem bem suas funções, os profissionais que são referências em suas áreas costumam compartilhar uma característica essencial: uma boa comunicação interpessoal. 

 

A competência dessas pessoas é responsável por uma boa parte do sucesso que elas atingem na carreira. No entanto, fazer um bom trabalho não garante que alguém chegue tão longe quanto pode. 

 

A capacidade de se comunicar com colegas, chefes, clientes e fornecedores é o que os diferencia de outros bons profissionais, que não conseguem se fazer entender com a mesma eficiência. Afinal, quem não é visto –e ouvido–, não é lembrado. 

 

Mas como desenvolver esta habilidade? Pode parecer que os profissionais que se comunicam bem simplesmente nasceram com esse dom. Mas a comunicação interpessoal é uma habilidade como qualquer outra e, portanto, pode ser aprendida e praticada. 

 

Confira 6 dicas para melhorar sua comunicação interpessoal: 

 

1 - Atenção à linguagem corporal

 

Apenas uma pequena parte do que comunicamos se faz por meio de palavras. Nossos gestos, expressões, postura e movimentação têm um papel importante no que nossos interlocutores entendem. 

 

Tentar motivar uma equipe com palavras otimistas, mas uma postura retraída, os braços cruzados e o olhar baixo, transmite exatamente o significado oposto. 

 

Por isso, perceba o que seu corpo tem comunicado às pessoas e veja no que pode melhorar. A comunicação corporal é um campo amplo de pesquisa e é possível encontrar muita informação. 

 

Um bom começo para melhorar sua linguagem corporal é ler o livro "O Corpo Fala", de Pierre Weil. 

 

2 - O que sua voz comunica

 

Nossa voz traz muitas informações além daquilo que dizemos. Entonação, ritmo, ênfase e dicção são os principais aspectos da voz na comunicação. 

 

Uma boa comunicação depende de um ritmo adequado, nem muito lento, nem muito rápido; uma entonação forte e segura; ênfase nos pontos de maior importância; e palavras bem articuladas. 

 

Tudo isso é possível treinar. Fale diante de um espelho e procure entender o que falta para sua voz comunicar adequadamente. Gravar-se para escutar depois também pode ajudar. 

 

3 - Preste atenção às reações do interlocutor

 

Uma comunicação só é efetiva se nossos interlocutores nos entendem e se interessam pelo que falamos. É possível perceber tudo isso pelas suas reações. 

 

Observe a pessoa com quem você está falando, busque nas suas expressões e olhares se ela está "dentro" da conversa ou se sua mente vagueia por galáxias distantes.

 

4 - Linguagem adequada

 

Saiba adaptar sua linguagem à pessoa com quem você está falando. Cada ambiente e interlocutor tem um tipo de comunicação que se adequa melhor. Não fale na empresa da mesma forma que em um estádio de futebol, e vice-versa. 

 

5 - Olhos nos olhos

 

Nossos olhos comunicam muito mais do que pensamos. Mesmo que você tente transmitir segurança com palavras fortes e gestos imponentes, um olhar perdido no ambiente fala o contrário. 

 

Olhe nos olhos das pessoas com quem estiver falando. 

 

6 - Saiba escutar

 

Por fim, para se comunicar bem também é preciso saber ouvir o que os outros têm a dizer. Escute as pessoas com atenção e cuidado, e elas retribuirão fazendo o mesmo a você. 

Inteligência ou gentileza: o que gera melhores resultados?

 

Na sua opinião, que característica pode trazer melhores resultados no trabalho em equipe: inteligência ou gentileza? Um estudo feito em parceria entre a Universidade de Bristol (Reino Unido) e a Universidade de Minnesota (EUA) ajuda a encontrar essa resposta. 

 

De acordo com a pesquisa, a simpatia pode não colaborar efetivamente com o sucesso da equipe. Ela pode, ao contrário, atrapalhar a cooperação entre os integrantes do time. 

 

A inteligência, por outro lado, mostrou-se mais determinante em fazer com que uma pessoa seja cooperativa para o objetivo comum. No fim das contas, o "bom coração" resulta menos do que um raciocínio apurado em um trabalho coletivo. 

 

Metodologia

Para o estudo, voluntários participaram de jogos que mediam a capacidade de cooperação e tomada de decisão. Indivíduos de QI mais alto se saíram melhor, propondo estratégias mais adequadas e prevendo o resultado de suas escolhas. 

 

Os participantes mais atenciosos e cuidadosos com os outros eram mais cautelosos ao propor soluções e, por isso, atingiam resultados inferiores no trabalho em grupo. 

 

Embora a simpatia tenha um efeito positivo em relação aos outros participantes do grupo, é a capacidade de elaborar planos e aprender com erros já cometidos que tem um impacto mais efetivo nos resultados coletivos. 

 

A pesquisa detectou que a capacidade de processar informações rapidamente, acumular experiências e aprender com elas é essencial em um processo de cooperação em equipe. 

 

Portanto, de acordo com os pesquisadores, a inteligência é mais determinante que a personalidade de uma pessoa em sua capacidade de cooperar. 

 

E para você, o que é mais importante em um profissional?

Mentiras nas entrevistas de trabalho podem ter consequências negativas

 

Em tempos de crise econômica e escassez de oportunidades de emprego, muitas pessoas recorrem a mentiras durante as entrevistas de trabalho para aumentar suas chances de conseguir uma vaga. 

 

A mentira, no entanto, pode se voltar contra o candidato. Existem outras maneiras de valorizar seus pontos fortes, que não comprometem sua reputação no futuro. 

 

Conheça cinco das mentiras mais comuns em entrevistas e as consequências que elas podem trazer: 

 

1 - Habilidade em idiomas

 

Não são raros os profissionais que afirmam ter inglês fluente e, na verdade, mal sabem falar duas frases. 

 

Essa mentira pode facilmente ser detectada em uma entrevista. O pior caso, no entanto, é se o profissional for contratado e depois precisar recorrer ao idioma em seu cotidiano de trabalho. A mentira será descoberta e a reputação da pessoa ficará manchada. 

 

2 - Permanência em cargos anteriores

 

Outra mentira comum é quando alguém fala que trabalhou em uma empresa mais tempo do que realmente aconteceu. 

 

Muitos recrutadores se comunicam com os empregadores anteriores para saber mais sobre potenciais novos colaboradores. A mentira, nesse caso, acaba com suas chances de ser contratado. 

 

3 - Funções e atividades

 

Muitos profissionais exageram ao falar sobre as funções que exerceram anteriormente, para parecer que desempenhavam papeis mais importantes nos cargos anteriores. 

 

Essa é outra mentira que pode ser desmascarada facilmente. 

 

4 - Cursos e qualificações

 

Mais uma mentira comum é falar sobre cursos e treinamentos que nunca foram feitos, ou aumentar a duração e a importância destes certificados. 

 

As empresas podem entrar em contato com a instituição de ensino para verificar a veracidade das informações e descobrir o "golpe". 

 

5 - Motivos de desligamento do trabalho anterior

 

Por fim, outra mentira extremamente comum diz respeito aos motivos de desligamento de um cargo anterior. Naturalmente, ninguém gosta de falar que foi demitido de uma empresa. 

 

No entanto, embora a verdade seja desagradável, a sinceridade pode ser apreciada. 

 

A melhor maneira de se lidar com uma entrevista é dizendo a verdade sobre qualquer questão, mas enfatizando o que de positivo pode ser tirado de qualquer resposta. 

Namoro no ambiente de trabalho: quais são os limites?

 

 

As pessoas passam a maior parte das suas vidas em seus ambientes de trabalho e é natural que as relações profissionais algumas vezes evoluam para relacionamentos pessoais.

 

Portanto, o namoro entre colegas de trabalho é algo muito comum, e tema de discussões há muito tempo. Afinal, é adequado envolver-se em um relacionamento amoroso com uma pessoa da empresa? Quais são os limites desse tipo de relação? 

 

As respostas não são fáceis e, obviamente, cada caso deve ser considerado individualmente. 

 

Segundo uma pesquisa realizada pela pesquisadora americana Shere Hite, para o livro "Sex and Business", 42% dos empregados entrevistados já haviam se relacionado com colegas. Além disso, 35% dos casais preferiram esconder o romance dos outros colaboradores. Por fim, enquanto 61% dos homens afirmaram que a relação foi positiva, o resultado foi considerado negativo por 73% das mulheres. 

 

É claro que, muitas vezes, o envolvimento é inevitável. Mas é possível se prevenir contra as consequências negativas que esse tipo de romance pode trazer. 

 

É importante ressaltar que, no Brasil, não há legislação que impeça os romances entre colegas. Entretanto, muitas empresas têm essa proibição em seus regulamentos internos. 

 

Embora os casos envolvam questões jurídicas mais complexas, é importante perceber como a sua empresa lida com a questão. Se a companhia for mais tolerante, melhor. Se não for o caso, vale tomar precauções extras para evitar que a notícia de seu namoro se espalhe. 

 

Mas independentemente do regulamento interno de cada empresa, é essencial tomar alguns cuidados. Por exemplo, evitar comportamentos inadequados no ambiente de trabalho. Beijos e abraços devem ficar para depois do expediente, obviamente. 

 

Mesmo que não seja o caso, isso pode fazer com que as pessoas pensem que seu relacionamento está atrapalhando seu desempenho profissional. 

 

Além disso, é preciso separar a relação profissional do envolvimento pessoal. Oferecer vantagens, promoções e outros benefícios a uma pessoa com quem se relaciona amorosamente, em detrimento da performance profissional, é um ótimo caminho para manchar sua imagem na empresa. É desnecessário dizer que isso deve ser evitado.

 

Por fim, nem todos precisam saber do seu relacionamento. A discrição, muitas vezes, pode ser a melhor forma de evitar problemas.

 

Sabendo separar as coisas, é possível ter um relacionamento saudável e uma carreira de sucesso.  

 

 

 

A batalha diária pela atenção: como a nossa concentração se tornou motivo de disputa.

 

 

Do momento em que acordamos e começamos a realizar nossas tarefas diárias até a hora de dormir, após a longa jornada enfrentada durante o dia, cerca de 2.000 marcas diferentes nos impactam, em diversas medidas.  

 

Os estímulos estão em toda parte: nos celulares, nos pontos de ônibus, no rádio, na televisão, nos jornais, no transporte público, nos estacionamentos, nas camisas dos nossos times de futebol, etc. A disputa por um segundo da nossa atenção é intensa e cada vez mais acirrada.  

 

Mas não são apenas as marcas que lutam pelos nossos olhos e ouvidos. Nossos familiares, amigos e colegas de trabalho também se esforçam para encontrar uma brecha em nossas rotinas. E nós também batalhamos pela atenção alheia.  

 

Isso tudo sem contar com outros estímulos, como as buzinas dos automóveis, as obras no prédio vizinho, os guardas de trânsito, as notícias em tempo real, os cachorros latindo… ufa!  

 

A enchente de informações que nos invade a cada momento tem alterado a forma como nos relacionamos com o mundo. Cada vez temos menos capacidade de foco em uma só atividade.  

 

Estudos realizados pela Microsoft alertam para um dado preocupante: atualmente, a quantidade de tempo em que conseguimos dedicar nossa atenção a um assunto é de oito segundos. Isso significa que temos um menor poder de concentração que um peixe-dourado, que pode manter seu foco por até nove segundos.  

 

Na pesquisa, feita no Canadá, pessoas que utilizam mais aparelhos eletrônicos tiveram um pior desempenho. A conclusão é que a era do smartphone tem tido um impacto significativo sobre o cérebro humano.  

 

Essa constatação tem feito com que professores e palestrantes, por exemplo, mudem a duração de suas apresentações. Se pouco tempo atrás era possível falar por 50 minutos com um bom nível de concentração por parte do público, hoje em dia o foco cai substancialmente após 10 ou 20 minutos.  

 

Até mesmo cerimônias religiosas têm sido encurtadas para manter a atenção dos fieis em alta. As missas intermináveis em ritmo lento podem ter seus dias contados.   

 

Atenção seletiva  

Uma maneira de lidar com este problema é a prática da atenção seletiva, que permite que a pessoa filtre a informação que quer receber, mesmo que esteja rodeada de estímulos conflitantes. 

 

A atenção é um recurso limitado, então este processo pode ajudar a eliminar os detalhes sem importância e manter o foco na atividade que se quer desempenhar no momento. A atenção seletiva ajuda a combater a procrastinação e aumentar a produtividade no trabalho, por exemplo.  

 

O efeito coquetel pode ajudar a entender esta prática. Este fenômeno foi descrito por cientistas americanos como a capacidade do cérebro para concentrar-se em um determinado estímulo, ignorando os demais. Como em um coquetel, em que há muitos ruídos de fundo, mas nós nos atentamos a uma conversa de cada vez.  

 

Vale a pena começar a praticar a atenção seletiva. Os resultados são impressionantes. Você pode começar escolhendo uma área da sua vida em que sente que poderia estar mais concentrado, ou que tem objetivos claros a atingir.  

 

Observe seu desempenho nesta área. Que estímulos roubam sua atenção? Quanto tempo você consegue focar nesta atividade sem distrações? Quando fazemos uma análise do que nos tira o foco, é mais fácil corrigir esses erros.  

 

Na batalha diária pela atenção, ou assumimos uma postura ativa em relação ao que queremos realizar, ou perdemos nosso valioso tempo com o que não tem nenhuma importância.