Você também é um gestor de si mesmo?

 

Gerir pessoas é uma habilidade que, como qualquer outra, pode ser aprendida. E todas as pessoas, mais cedo ou mais tarde, vão precisar dessa competência para serem melhor sucedidas na vida.

 

Quando se pensa no lado pessoal, será necessário gerir filhos, família, funcionário doméstico, time, condomínio e muito mais. Do lado profissional, tanto pode ser a função do cargo de gestor, quanto a liderança temporária de uma equipe na elaboração de um projeto.

 

Seja qual for a necessidade, a gestão dos outros deve começar por um passo antes: a gestão de si mesmo. Não é possível obter bons resultados à frente de colaboradores, quando você não consegue estar à frente de você mesmo para enfrentar as situações que a vida cotidiana apresenta.

 

O autoconhecimento permite que você reconheça suas limitações e consiga aperfeiçoar os mecanismos para lidar com elas, além de ter consciência sobre suas qualidades que, uma vez exploradas ao máximo, podem te levar a resultados muito mais expressivos.

 

Um bom começo é avaliar as suas reações diante das pessoas, analisando se elas são adequadas ou podem ser melhoradas para garantir a formação de uma equipe de alta performance.

 

A sua inteligência emocional diante dos fatos e acontecimentos profissionais mostra que tipo de gestor você é. Faça uma autorreflexão e responda algumas questões reveladoras:

 

  1. Você costuma ter “explosões” comportamentais que refletem grandes variações de humor?
  2. Você prefere lidar com a rotina de sempre a ter que enfrentar as mudanças de um cenário em movimento?
  3. Você exige pouco de você e dos outros para não ter que lidar com o fracasso de um possível objetivo não cumprido?
  4. Você prefere fazer sempre o certo conhecido do que se arriscar a fazer o novo promissor?

 

Caso você tenha respondido afirmativamente qualquer uma dessas quatro questões, está na hora de você rever os seus padrões de inteligência emocional para que você venha a ser, de fato, o que se pode chamar de um bom gestor de pessoas.

 

Saiba que alterar este quadro exigirá grande esforço pessoal porque, afinal de contas, estamos falando de uma mudança de comportamento a partir de uma alteração da forma de sentir o mundo ao seu redor.

 

Mas a boa notícia é que a solução existe. Pratique no seu dia-a-dia as seis atitudes sugeridas a seguir para você se tornar um gestor ou uma gestora melhor:

 

  • Diante das decepções, procure alternativas em lugar de ficar se lamentando e procurando culpados
  • Defina o que está sentindo para entender como pode lidar com as suas emoções
  • Ajude as pessoas que trabalham com você, tanto com atitudes, como com palavras
  • Sinta as emoções que os outros devem estar sentindo. Essa é uma forma de empatia que orienta seus comportamentos mais saudáveis
  • Veja os conflitos como fatos da vida, não como problemas. E resolva cada um deles

 

Evite julgar. Apenas compreenda e aja com imparcialidade

Você quer o sucesso agora ou pode ser amanhã?

Você já se sentiu ansioso ou ansiosa alguma vez no trabalho?

 

Caso a sua resposta tenha sido “não”, parabéns! Você pertence a uma espécie de raça em extinção. Isto porque as exigências do mercado de trabalho são tão grandes e cada vez maiores, que a ansiedade acabou se tornando uma das enfermidades mais comuns nos dias atuais.

 

Claro que pequenas ansiedades provocadas pela expectativa do que virá ou pelos resultados que serão colhidos é normal. Mas a dimensão delas tem adquirido proporções muito acima do que se poderia chamar de normalidade.

 

A sociedade de um modo geral acabou criando um padrão de sucesso que praticamente obriga os profissionais a se desdobrarem em multitarefas que precisam ser realizadas com excelência elevadíssima em um período de tempo mínimo.

 

Esta pressão, algumas vezes explícita, outras vezes velada, provoca um estresse que no médio e longo prazos é capaz de promover o efeito contrário ao que é desejado: baixa produtividade, falta de criatividade, alta irritabilidade e até mesmo absenteísmo provocado por doenças de origem emocional.

 

Em situações extremas, esse quadro desemboca em uma síndrome bastante comum nos dias de hoje: do pânico, levando profissionais a se trancarem em casa com medo de enfrentarem o mundo ameaçador que os aguarda fora das quatro pareces do seu quarto.

 

O mercado é assim e não vai mudar de hoje para amanhã, mas você pode mudar o mundo à sua volta e dentro de você. Não é fácil, mas é possível e, para o seu bem e da sua empresa, vale a pena tentar.

 

Seguem algumas dicas de especialistas em ansiedade e desenvolvimento humano:

 

  • Pense positivo – no fim dá certo e se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim
  • Defina uma meta factível e fatie o todo em partes menores e de alcance mais rápido
  • Conheça seus limites e os respeite, aprendendo a dizer não quando necessário
  • Aprenda a pedir ajuda quando precisar, sem querer resolver tudo sozinho
  • Evite fazer comparações entre você, seus colegas, suas conquistas e as dos outros
  • Desenvolva suas habilidades de relacionamento humano e comunicação assertiva
  • Faça um esforço para eliminar as crenças limitadoras e que fazem pensar que você não é capaz e que não conseguirá fazer algo
  • Cuide bem da sua vida pessoal e familiar, tanto quanto se dedica à vida profissional

 

Colocando em prática estes pontos, aos poucos você vai poder controlar a ansiedade exagerada e vai aprender a lidar com ela quando o tempo do seu relógio começar a se mover tão rápido quando os personagens dos games de ação.

A experiência faz toda a diferença

Melhor idade, 50+, maturidade, são apenas algumas maneiras diferentes de se referir às pessoas que já completaram cinco décadas de vida. Imaginando que o ditado popular esteja certo e que a vida começa aos 40, estamos falando de indivíduos que estão prontos para compartilhar toda a sabedoria que só a vivência é capaz de proporcionar.

 

Mesmo assim, apesar de toda a experiência pessoal e profissional, muita gente nesta faixa etária enfrenta dificuldades para conseguir um novo emprego. O mercado de trabalho não é muito receptivo aos seniores.

 

É verdade que essa realidade vem mudando sensivelmente, tanto pela maior assimilação do conceito de diversidade dentro das empresas, quanto pelo crescimento acelerado da população com idade acima dos 50 anos, o que modifica o direcionamento do mercado de contratações.

 

Hoje, no Brasil, 25% da população pertence a este grupo e, se as estatísticas se confirmarem, em 2045 este percentual chegará a 50%.

 

Toda organização que pretende se desenvolver atendendo as exigências e necessidades cada vez maiores de uma sociedade em permanente transformação, precisa constituir seu quadro de colaboradores como uma pequena amostra dessa mistura social, abrindo espaços para a diversidade de idade, tanto quanto de raça, gênero e opção sexual.

 

Mas resta a dúvida: porque contratar um profissional com mais de 50 anos, formado em outra época, quando um contingente enorme de jovens chega ao mercado todos os anos, ávido por mostrar todo o seu talento e potencial?

 

As justificativas para esta contratação são muitas, mas todas estão baseadas em uma vantagem primordial: experiência. O jovem pode até ter muito conhecimento, mas não tem a vivência prática.

 

A partir desse fator, podem-se relacionar mais alguns diferenciais que só os profissionais acima dos 50 anos oferecem às empresas:

 

  • Tomadas de decisões mais rápidas
  • Avaliações baseadas em múltiplos cenários experienciados
  • Capacidade de atuar como coach das novas gerações
  • Resiliência para lidar com limitações e superar obstáculos
  • Qualificações mais profundas e ecléticas
  • Relação menos imediatista com o tempo

 

Apesar dos inúmeros benefícios que justificam a contratação de seniores, como em todas as situações na vida, o melhor é o equilíbrio: nem tanto ao mar, nem tanto à terra, nem só juventude ou só maturidade. Uma equipe de alta performance deve ser formada com a convivência entre profissionais com larga experiência e jovens que têm grande desejo de evoluir.

Voluntariado: trabalho ou realização?

Uma pesquisa do Datafolha revelou que 30% dos brasileiros dedica uma parte do seu tempo para realizar trabalhos voluntários. Você está dentro ou fora deste percentual? Quer fazer parte dele?

 

Apesar de não receber qualquer remuneração para realizar uma ação de voluntariado, quem participa acumula dois tipos de ganhos: um de origem emocional e outro de natureza profissional.

 

Emocionalmente existe uma recompensa direta proporcionada pela prática do bem em favor de alguma causa relevante. Esta sensação provoca no voluntário um bem-estar que “não tem preço” e paga todo e qualquer sacrifício com um sentimento de utilidade.

 

Profissionalmente há um benefício indireto representado pelo diferencial que o voluntariado agrega ao currículo e que diferencia o praticante dos demais candidatos, na hora de concorrer a uma oportunidade de emprego.

 

Qualquer um pode participar de uma ação voluntária. Caso você esteja pensando em se juntar a uma iniciativa dessas ou já tenha se lançado nesta empreitada, leve em consideração alguns fatores que tornarão sua escolha e participação mais efetivas e muito mais produtivas.

 

Em primeiro lugar, escolha o tipo de projeto onde pretende atuar pela afinidade dele com as suas convicções. Por exemplo: se você se identifica mais com crianças, trabalhar em uma creche será um enorme prazer. Mas se prefere idosos, procure uma entidade que acolha velhinhos. Contribuir com o que você acredita e se identifica é muito mais gratificante.

 

Outra questão é a legitimidade da instituição à qual você está se ligando. Verifique se é idônea, possui registro nos órgãos oficiais e se, de fato, tem um histórico de serviços sérios prestados à comunidade. Infelizmente, algumas organizações desviam os recursos arrecadados para finalidades escusas, ou não utilizam metodologias adequadas para fazer bem feito o que se propõem.

 

Avalie, ainda, o seu desejo e disponibilidade para se comprometer de verdade com as atividades que lhe serão confiadas. Apesar de não representar um compromisso contratual, as instituições e os beneficiados dependem profundamente da sua participação com regularidade.

 

Uma das alternativas para quem não tem certeza se vai se adaptar ao preenchimento da sua agenda com essa atividade é começar por ações pontuais, esporádicas. Depois, quando se sentir contagiado, firme um compromisso permanente e disciplinado.

 

Por fim, uma sugestão muito válida para a sua empregabilidade: una o útil ao agradável, dedicando-se a um trabalho voluntário que, de alguma forma, reforce ou seja complementar à sua área de atuação profissional. Como engenheiro, atue na construção de moradias populares; como professor doa seu tempo para lecionar; e assim por diante. Além de contribuir com o desenvolvimento da sociedade, ainda vai se destacar diante dos recrutadores de recursos humanos.

Que diferença você faz no trabalho?

Você já parou para pensar sobre o que acontece na sua empresa no dia em que você falta ao trabalho?

 

Talvez já tenha pensado nisso, mas não dá para ter certeza porque, afinal de contas, você não estava lá. Mas quando você vai trabalhar e um colega da sua área falta, você descobre imediatamente a falta que ele faz. Claro, porque muita coisa “sobra” para você fazer.

 

Existem momentos na vida em que faltar ao trabalho é inevitável, quer seja por motivos pessoais, por doença ou por acidente no trabalho. Mas estas situações são esporádicas e não chegam a comprometer irremediavelmente os resultados gerais da companhia.

 

No entanto, muitas vezes a ausência se torna uma constante, geralmente provocada por incompatibilidades com o gestor, falta de identificação com o tipo de atividade ou ainda problemas de relacionamento com a equipe. Seja qual for o motivo, é certo que o absenteísmo frequente é ruim para todo mundo: desde a empresa, até os gestores e os próprios funcionários.

 

A organização perde em produtividade, aumento o pagamento de horas extras, redução do faturamento, além de eventuais comprometimentos da qualidade e do cumprimento de prazos.

 

Os gestores, diante deste quadro, deixam de cumprir com as suas metas. Já os funcionários perdem a credibilidade e a possibilidade de conquistarem sua evolução dentro da trilha de desenvolvimento de carreira da organização.

 

Mas, afinal, o que é possível fazer para evitar esta situação?

 

A resposta, apesar de simples, nem sempre é fácil na prática. Para solucionar este problema o ideal é que todos os envolvidos assumam uma parcela da responsabilidade e se esforcem para solucionar o problema, visando o bem de todos e a felicidade geral na empresa.

 

O funcionário que se sente estressado por causa das relações no ambiente de trabalho deve procurar se manifestar de forma assertiva, expondo o problema e conversando sobre possíveis soluções no sentido de reduzir ou eliminar os desacertos com seus pares.

 

Por sua vez, os responsáveis pela área de recursos humanos, que representam os interesses da companhia, devem permanecer atentos para identificar o quanto antes situações como estas e interceder junto aos envolvidos, para eliminar de uma vez por todas as causas, muitas vezes camufladas.

 

E os gestores, que são os envolvidos diretos na questão, precisam exercer plenamente sua capacidade de promoção de relacionamentos e fornecimento constante de feedbacks para sua equipe. Afinal, no âmbito do trabalho dentro de uma área, ninguém mais importante do que o gestor para manter um ambiente transparente e um clima produtivo entre seus funcionários.